segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Agradecimento ao Correio Imperial




Correio Imperial



Em recente contato que fizemos com o grande e renomado monarquista Senhor Fernando Mascarenhas Silva de Assis, o blog conseguiu a gentil concessão para trazermos até nossos leitores os artigos de qualidade, já publicados no Correio Imperial, o mais antigo instrumento de divulgação da boa Causa Monárquica do Brasil. O Correio Imperial é divulgado no Brasil e em Portugal e também alcança outros países. Aproveitamos também para iniciar uma nova campanha: o Correio Imperial necessita de artigos de qualidade, que se identifiquem com seu propósito e formato. É a oportunidade de ver seu artigo, bem escrito, estampado nas páginas eletrônicas de um informativo de maior credibilidade. E aos que já contribuíram, fica o convite para colocarem em evidência suas opiniões novamente.

A partir de agora teremos o prazer de trazer até vocês os melhores artigos. O blog Império Brasileiro-RS/Monarquia Já, agradece imensamente o Correio Imperial, na pessoa do Senhor Fernando Mascarenhas Silva de Assis.

De início, postaremos um artigo de Armando Lopes Rafael*, disponível no Nº 65, do dia 10 de julho de 2005, do Correio Imperial. O texto só vem a acrescentar ao que já vínhamos sustentando até o momento. Leia e aproveite:



O MAIOR DOS BRASILEIROS
Armando Lopes Rafael (*)


“O Brasil não merece os políticos que tem”. (frase dita pelo General João
Figueiredo, Presidente da República entre 1979 a 1984).



Parece até maldição. Entra Presidente, sai Presidente e nenhum é alvo – não diria de orgulho, pois que é querer demais para tempos tão caóticos – pelo menos de respeito por parte do sofrido e decepcionado povo brasileiro. O atual Chefe da Nação assumiu endeusado pela mídia. Emissoras de televisão e de rádio, além dos jornais, vendiam novas esperanças alegando sua condição de ex-operário. Como se isso fosse garantia de um governo austero e isento das costumeiras denúncias de corrupção. Agora sim – alardeavam no início de 2003 – a República vai dar certo. Deu no que deu... 116 anos depois de imposta a nossa pátria, através de um golpe militar, a República ainda não teve um presidente com as qualidades do nosso último imperador, Dom Pedro II.

Quem foi este homem, que 114 anos depois da morte, ainda é considerado “o maior dos brasileiros?”O simples espaço de um artigo é insuficiente para falar nas razões que levam os brasileiros a não esquecerem Dom Pedro II. Chefe de Estado por quase 50 anos, ele foi também uma das figuras mais admiradas e respeitadas do século XIX, em todo o mundo. Seria repetitivo citar os frutos materiais do seu reinado, quando nossa pátria teve uma moeda estável e forte – o mil réis – que correspondia a 0,9 (nove décimos) de grama de ouro e equivalia ao dólar e à libra esterlina. Desnecessário lembrar que no 2º Império, o Brasil possuía a segunda Marinha de Guerra do mundo; implantou os primeiros Correios e Telégrafos da América. Durante os 67 anos da Monarquia a inflação média anual foi de apenas 1,5%. Isso mesmo: um e meio por cento de inflação ao ano!

O Parlamento do Império era comparado ao da Inglaterra. A diplomacia do Brasil era uma das primeiras do mundo. No reinado de Dom Pedro II não havia presos políticos, nem censura à imprensa. A liberdade era tanto que circulava até um jornal pregando a derrubada da Monarquia.

Minha intenção é escrever sobre as qualidades e virtudes do nosso último Imperador. Dom Pedro II era um intelectual, sempre encontrado com um livro numa mão e um lápis na outra, fazendo anotações. Parte do seu ordenado era destinado ao financiamento dos estudos de muitos brasileiros. Alguns dos que receberam ajuda do Imperador chegaram a se destacar na música e na pintura, como Carlos Gomes e Victor Meireles. Fundou, o magnânimo Pedro II, bibliotecas, museus e observatórios astronômicos e meteorológicos.

Dom Pedro II foi também poliglota. Lia Homero e Horácio no original. Falava corretamente o francês, o italiano, o alemão, o espanhol e traduzia o holandês e sueco.Discursava em grego e latim e ainda entendia a língua dos nossos índios (tupi-guarani) e o provençal. Seus biógrafos afirmam que ele também estudou o hebraico e o árabe. Os conhecimentos do nosso último Imperador eram algo de incomum: discorria sobre matemática, biologia, química, fisiologia, medicina, economia, política, história, egiptologia, arqueologia, arte, helenismo, cosmografia e astronomia. Vale o registro: No Brasil, o patrono da Astronomia é Dom Pedro II.

Como governante gozou ele de grande popularidade junto ao povo. Quando do seu regresso ao Brasil, após sua última viagem à Europa, a poucos meses do golpe militar que o derrubaria do Trono, a recepção de que foi alvo foi assim descrita pelo historiador cearense Capistrano de Abreu: “O povo entupia as ruas, cobria os morros, desrespeitava os telhados”. Tudo para saudar Dom Pedro II...

Daubrée, discursando no Instituto da França quando do falecimento do nosso Imperador
disse: “No entanto, quaisquer que fossem a extensão e força dessa bela inteligência, o que mais devemos admirar nessa personalidade que nos foi arrebatada é a suprema bondade, essa benevolente simplicidade, essa resignação serena no meio dos revezes inesperados e imerecidos da fortuna, essa generosidade constante, diante das ingratidões e traições, em uma palavra, essa grandeza de alma que nunca melhor resplandeceu que nas dores do exílio”.

Eis uma pequena amostra daquele que ainda hoje é considerado “o maior dos brasileiros...”.



(*) Historiador. Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater
Salvatoris”, de Salvador (BA) e Assessor de Comunicação da Universidade Regional do Cariri.



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http://imperiodobrasil.zip.net/

Para o Argumentário Monárquico:
http://argumentario.zip.net/

Mais uma mentira da república...




A Bandeira Brasileira

Poucos conhecem a verdadeira história da bandeira brasileira.


Quando a crianças em fase de aprendizado educacional, se pergunta quais são as cores da atual bandeira nacional, elas respondem imediatamente: -“verde, amarela, branca e azul. O verde são as matas, o amarelo o ouro, branco a paz” e quando chega ao azul divergem, uns dizem: “o azul é o céu”. Outros: “o azul é o mar”.

Os que não sabem [a grande maioria dos brasileiros] pasmem! Os que já sabem, fica o registro pela luta pela verdade. A bandeira brasileira (atual), adotada em 19 de novembro de 1889, de fato não representa o que diz representar.

Primeiro é interessante ressaltar o cuidado dos republicanos de 1889. No primeiro golpe de Estado do Brasil, a proclamação da república [ré-pública], os golpistas imediatamente fizeram questão de afastar qualquer traço do Império no novo governo. Sendo assim, Rui Barbosa, o republicano que se arrependeu de ter contribuído com o golpe e durante sua vida se martirizou por isso, sugeriu uma bandeira semelhante ao dos Estados Unidos da América. A bandeira foi hasteada pela primeira vez na redação do jornal A Cidade do Rio e no navio Alagoas, que conduziu a Família Imperial ao exílio. Porem a bandeira durou pouco, apenas 4 dias, quando em 19 de novembro daquele ano, adotou-se o formato da atual bandeira, que já passou por 4 alterações depois de ser instituída e possui o lema positivista: Ordem e Progresso.



DETALHE IMPORTANTE: o verde e o amarelo da atual bandeira brasileira são cópias da bandeira Imperial. Quando o verde simboliza a Casa de Bragança, de Dom Pedro I e o amarelo a Casa de Habsburgo, de Dona Leopoldina. Portanto a república num ato sem precedentes adotou os símbolos da monarquia e continua a sustentá-los.



Ponto a ser analisado: não se sabe se os republicanos não conheciam os esquemas de cores ou não tinham o “conhecimento” para discernir a questão, ou ainda, até os “republicanos” eram monarquistas. De toda forma o brasileiro foi e continua sendo enganado pelos republicanos. A partir dos anos em que a didática escolar passou a ser mais rigidamente controlada pela república, os livros escolares passaram a ter um cunho explicativo para a questão da bandeira, por isso as crianças continuam aprendendo que o azul representa a água e/ou o mar, o verde as matas, o amarelo o ouro, o branco a paz e que a bandeira brasileira é genuinamente republicana. Mentiras da República. Apenas mais uma!


Alguns vão mais longe, e já elegeram uma nova bandeira para a república:

ATENÇÃO: apesar de tudo, devemos respeitar os símbolos nacionais.

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Veja também: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_do_Brasil

http://newserrado.com/2008/11/12/o-significado-das-cores-da-bandeira-do-brasil/

Imagens da internet.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dom Bertrand: a voz ativa da monarquia brasileira...

Em entrevista do dia 27 de agosto de 2009 à TV Gazeta, do Espírito Santo, afiliada da Rede Globo, Dom Bertrand falou sobre a monarquia, o ASSISTENCIALISMO ELEITOREIRO do governo, entre outros assuntos. Confira e comente!

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Disponível no site da Associação Causa Imperial, postado no blog com a gentil concessão.

Fonte: Vídeo Original da TV Gazeta Espirito Santo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A única solução...

Apostando na renovação da política pela restauração da monarquia, lutemos por este regime...

E assim traduz-se o sentimento de cada monarquista que luta arduamente pela vitória do Brasil, como nação forte e soberana que é.

Por que ser monarquista?


Quem se contenta com a atual situação do povo brasileiro, da política, da sociedade, da educação, da segurança, da saúde, em fim, dos organismos que compõem nossa Pátria? Após tais reflexões, pessoas, dos mais diversos setores da sociedade, cientes das deficiências supracitadas, sabendo da qualificação de nossos Príncipes Herdeiros, da história da Família Imperial Brasileira, conhecendo um pouco da história do Brasil e principalmente conhecendo a capacidade irrestrita do regime monárquico, resolveram buscar a monarquia de volta a Pátria brasileira.

A quem não sabe, foi no regime monárquico, com Dom João VI que o Brasil passou a se desenvolver cultural, social e politicamente. Foi Dom João VI que lançou as bases da imprensa, da segurança, conservação ambiental, da cultura nacional e principalmente começou a ensejar processo de independência brasileira. Processo este que foi efetivado pela bravura do nosso primeiro Imperador, Dom Pedro I. Abdicando de seus direitos o primeiro Imperador, subiu ao Trono Imperial Dom Pedro II, soberano que consolidou o Brasil como potência regional, assegurando a continuidade da extensão continental, e honrando o povo brasileiro como um dos 20 homens mais cultos do século XIX, imperou majestosamente. Sua filha, a Princesa Dona Isabel, nascida para imperar, aboliu a escravidão, num ato histórico que a fez ser intitulada a Redentora. A abolição foi o estopim para o golpe republicano. Os republicanos eram em sua maioria senhores escravocratas da elite, que se sentiram prejudicados pelo fim da mão de obra desabonada. Por estes e por outros motivos é que somos monarquistas. Quanto o Brasil não perdeu com o golpe de 1889?

Sou monarquista, por que foi com a república que adquirimos a instabilidade que nos assola dia-a-dia. Desde 1889 foram inúmeros golpes de Estado, ditaduras que mataram inocentes, feriram a liberdade de imprensa (tão valorizada por Dom João VI e Dom Pedro II), amordaçaram a sociedade com um todo. Na república, corruptos vão e vem. Já tivemos impeachment e mais surripiadores são eleitos para roubar por 4 anos consecutivos e estes são ladrões de luxo: tem a despesas custeadas pelo contribuinte.

Sou monarquista porque só a monarquia traz a verdadeira democracia. Quando, a cada 4 anos somos chamados ditosamente para “eleger democraticamente os representantes populares”, na verdade estamos nos submetendo a um esquema de escolha obrigatória: entre o ruim e o pior. Isto não é democracia, somos chamados a escolher entre 5 ou 6 candidatos, que fazem parte de um grupo [partido político] interessado [na maioria da vezes] em poder e dinheiro. De fato, não podemos escolher qualquer um para governar, como freqüentemente é dito. Temos que escolher um entre uma pequena minoria. Quando um candidato ganha as eleições não é fruto da escolha de todos, pois 50% ou 60% de votos, não representam a vontade geral da população, novamente nos vemos numa falsa democracia, mas mesmo assim temos que aceitá-lo “democraticamente”. E quando nossos lideres não são capacitados para ocupar o cargo e mesmo assim são eleitos? ...mas um problema.

Sou monarquista, porque o herdeiro do Trono é preparado desde o seu nascimento para ocupar sua função (moralmente, eticamente), sendo educado e tendo sua educação com assunto de Estado. Não podemos mais ficar a mercê da república, onde pessoas sem o mínimo de conhecimento básico sobre qualquer coisa continuam sendo eleitos. Um soberano não representa partidos, direita ou esquerda, comunismo ou socialismo, não representa interesses particulares, um Rei ou Imperador representa sim, o seu povo e o seu país. O presidente, diferentemente do monarca, mesmo eleito, continua representando seu partido e grupos de interesse, e mesmo em exercício da função, preparando a sua sucessão no próximo pleito (de exemplo temos a atual situação, vergonhosa).

Apostamos, nós os monarquistas brasileiros, na renovação da política pela restauração da monarquia. Somente com lisura e responsabilidade governamental, pautada logicamente na moralidade, conseguiremos alavancar a nossa evolução, paralisada em 1889.

Dito isto: abandono minha primeira colocação, quando perguntava, Por que ser um monarquista? E pergunto: Por que não ser um monarquista?







Além destas colocações, tem muitas outras, que em breve estarão disponíveis no blog.


Eles estão a nossa disposição: esperando nosso chamado




Seja um monarquista você também.


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Foto 1: Dom Pedro I, Imperador do Brasil. Arquivo digital pessoal.


Foto 2: Dom Pedro II, Imperador do Brasil. Arquivo digital pessoal.


Foto 3: Dona Isabel, a Redentora. Arquivo digital pessoal.


Foto 4: Dom Luiz Maria, Herdeiro do Trono. Arquivo digital pessoal.


Foto 5: Dom Pedro Henrique, Herdeiro do Trono. Arquivo digital pessoal.


Foto 6: Os Herdeiros do Trono Imperial do Brasil. Arquivo da Casa Imperial do Brasil. Arquivo digital pessoal.

Dom Bertrand visita a Prefeitura de Vila Velha

Em notícia disponível no site da Associação Causa Imperial pode-se saber que no dia 26 de agosto de 2009, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, encontrou-se com o prefeito de Vila Velha, o Senhor Neucimar Fraga. No encontro discorreram sobre a economia, a cultura e a preservação da natureza no munícipio.


Dom Bertrand e o Prefeito de Vila Velha

É a Monarquia chegando a todos os lugares do Brasil.
Disponível em Associação Causa Imperial, com a gentil concessão.
Foto: Eduardo Ribeiro

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Deus Salve a Rainha

Mais uma prova da eficácia do regime monárquico: O Reino Unido da Grã-bretanha e sua monarca.

Sem a intenção de renunciar, Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, soberana do Reino Unido da Grã-bretanha e de outros 15 territórios, já acumula seus 82 anos de idade, com leveza invejável. Incansável, percorre o território que está sob seu comando e faz visitas de Estado diplomaticamente desde o começo de seu reinado em 1952, quando faleceu seu pai o rei Jorge VI. Então, oficialmente passou a ser: Elisabeth II, pela Graça de Deus, [Rainha] do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Seus outros Reinos e Territórios Rainha, Chefe da Comunidade Britânica das Nações, Defensora da Fé.

Casada (desde 20 de novembro de 1947) com Phillipe (Filipe), Duque de Edimburgo, Príncipe Consorte, nascido Príncipe Phillipe (Filipe) Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg, Príncipe da Grécia e Dinamarca, a Rainha e seu marido já jubilaram festivamente a data de 60 anos do consórcio amoroso. Tendo de tal forma quatro frutos da bela união, são eles: Príncipes Charles (Carlos), Herdeiro do Trono, a Princesa Real Anne (Ana), Andrew (André); Duque de York, Edward (Eduardo); Conde de Wessex, todos casados e com filhos.

Sendo a Sua Majestade descendente dos Saxe-Coburgo-Gotha, dos Stuart, dos Hannover, e da própria linhagem do marido os Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg e ainda dos Romanov que por sua vez é descendente dos Schleswig-Holstein-Sonderburg-Gottorp. Em tal meio as circunstancias levam para o parentesco com as mais diversas Casas reais da Europa: é prima do rei Alberto II dos Belgas, Harald V da Noruega, Margarida II da Dinamarca, Carlos XVI Gustavo da Suécia, Juan Carlos I da Espanha e o rei da Grécia Constantino II e Miguel da Romênia, entre muitos outros. Prova disso é o seu próprio casamento: a Rainha e seu marido são primos, pois compartilham a Rainha Victoria como trisavó.

Sob seu governo de Estado, o Reino Unido da Grã-bretanha solidificou-se como uma das maiores potências mundiais e a que mais tempo permanece no seu ápice, fazendo parte de todas as decisões importantes relativas ao globo, pertencendo a todos os grupos de discussão entre Estados de direito que caracterizam um moderno sistema internacional, na nova ordem mundial. De forma austera e prática, Sua Majestade, coíbe atos impróprios e possíveis afanações do bem público.

De reputação jamais abalada, a Rainha transfere seu prestígio ao Estado britânico. Sua Majestade ainda possui grande nível de aprovação, o que quer dizer que o povo da Grã-bretanha jamais pensa em desfazer a monarquia como forma de governo. Cabe salientar que a mesma monarquia possui cerca de 1.000 anos e é símbolo da unidade territorial e do sentimento de nacionalidade daquele povo.

Conclui-se, portanto, que a monarquia inglesa é prova suficiente da capacidade governamental deste regime. Potência sempre revigorada e jamais aturdida por crises que abalassem as estruturas de Estado. Corrupção, roubos, conluios lá não acontecem, pois como em toda monarquia o Rei ou o Imperador está sobre a égide do Estado e nada acontece sem que ele saiba e consinta, juridicamente, executivamente e legislativamente dentro das fronteiras de seu poder no reino ou império, respectivamente.

Real Brasão de Armas do Reino Unido

Monograma de Sua Majestade a Rainha Elisabeth II

A Coroa da Rainha

A Rainha acompanhada de seu marido, o Duque de Edimburgo

Uma pomposa cerimônia da monarquia britânica e a comoção popular

Sua Majestade recebendo flores dos súditos.


Enviado por Afonso Lopes Neto*


*Bacharel em História e pós-graduado em Ciência Política.

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Os grifos são nossos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Príncipe Dom Bertrand na II Semana de Relações Internacionais—CARIAK-UVV

Dom Bertrand estará presente na II semana de Relações Internacionais CARIAK-UVV


"O Centro Acadêmico de Relações Internacionais Aloísio Krohling (CARIAK) vai promover de 24 a 28 de Agosto 2009, no Cineteatro do Campus UVV Boa Vista, Vila Velha, a II Semana de Relações Internacionais. O encontro vai trazer ao Estado o herdeiro do trono do Brasil, Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança; o diplomata Luiz Felipe Lampreia, ex-embaixador do Brasil em Genebra, Washington, Suriname e Lisboa, além de ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzenben, o senador Renato Casagrande e o Prof. Dr. da UFRJ, economista e ex-secretário executivo do Ministério da Indústria e Comércio, Helson Cavalcante Braga. Ele foi o idealizador e criador do Projeto das ZPE's - Zonas de Processamento de Exportação, uma das ferramentas mais poderosas no processo de Exportação. Ele é doutor em Economia Internacional pela Chicago University e consultor de Portos em Benjin e Dubai.


A palestra do diplomata Luiz Felipe Lampreia será no dia 25 de agosto, às 19h, com o tema “O Brasil e os Desafios das Relações Internacionais Contemporâneas”. O príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança vai ministrar palestra sobre o tema “Brasil: Uma nação predestinada a um futuro Glorioso”, no dia 26 de agosto, às 19h. O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzenben vai falar sobre “A questão da Palestina: A importância dos DH no processo de paz”, no dia 27 de agosto, às 21h. O Prof. Dr. Da UFRJ, Helson Cavalcante Braga, vai ministrar palestra sobre o tema “O Papel das Empresas Brasileiras Perante a Crise Mundial”, no dia 27 de agosto, às 19h. O senador Renato Casagrande vai falar sobre o tema “O Aquecimento Global e as suas Repercussões nas RI”, no dia 28 de agosto, às 8h. Também são palestrantes do evento o Professor da UVV, Dr. Aloisio Khroling, o professor Marcos Benevenuto e o egresso do curso de Relações Internacionais, Shalon Confessor".



Disponível em: "Associação Causa Imperial", publicado com a devida concessão.








Programação Oficial:



"'Brasil: uma nação predestinada a um futuro glorioso'



Local: Cineteatro - UVV



Horário: 19:30h [26 de agosto de 2009]



Palestrante: Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança



Na eminência do aniversário de 120 da proclamação da república, um representante da monarquia brasileira vem falar sobre as Relações Internacionais e suas influências no cidadão brasileiro no perí-odo pré e pós proclamação da república".



O CARIAK - UVV fica à rua Comissário José Dantas de Melo, nº 21, Boa Vista - Vila Velha/Campus Boa Vista - Unidade Acadêmica 1 - 4º Andar. Tel: 27 3421-2057 - Email: cariak@cariak.org.



Disponível em: http://www.cariak.org/sri/programa.pdf


Imagem: II Semana de Relações Internacionais CARIAK-UVV.

Outras Fontes: E-mail/convite para o evento (recebido do coordenador do curso de RI, por mim frequentado).

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Aos monarquistas

Remarcado o XX Encontro Monárquico

Pró Monarquia e Associação dos Amigos da Família Imperial têm o prazer de convidar V.Sa. e Exma. Família para os atos, a realizarem-se na cidade do Rio de Janeiro nos dias 12 e 13 de setembro de 2009, comemorativos do Centenário de nascimento de S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1922 a 1981:

Sábado, dia 12

- XX Encontro Monárquico, no Hotel Novo Mundo, às 9:30 horas (programa à parte)

Domingo, dia 13

- Santa Missa in Memoriam pelo Centenário do nascimento de S.A.I.R. o Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, às 11 horas;

- Almoço de Adesão, no restaurante Flamboyant do Hotel Novo Mundo, às 13 horas.

Para maiores informações, como valor da adesão, locais e programação, entre em contato com o Pró Monarquia, tel.: (11) 3822-4764 - Fax: (11) 3663-0705.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Viva a Monarquia

Em Portugal, no dia 10 de agosto de 2009, os criadores do blog “31 da Armada” hastearam a Bandeira da Monarquia na varanda do Paço do Conselho, em Lisboa.






E naqueles instantes Portugal voltou a ser uma Monarquia ...






Pois bem, Dom Duarte, herdeiro dos Reis de Portugal, elogiou, mas os republicanos não gostaram do ato.




Alguns dias depois, o Jornal “O Diabo” faz uma publicação interessante: “E se Portugal tivesse um Rei?”










Fontes: Jornal "O Diabo" de 18 de agosto de 2009, de Portugal.

Retirado do blog "Família Real Portuguesa", com a gentil concessão da Senhora Maria Menezes, de Portugal.

Semelhante no blog "31 da Armada" de Portugal.

Agradecimento à Associação Causa Imperial...

No dia 17 de agosto, chegou ao meu endereço de e-mail a resposta de contato que fiz com a Presidente do Conselho Diretor da Associação Causa Imperial, a Senhora Margareth Ana Specialski, que gentilmente autorizou a postagem, por parte deste blog, de matérias da Revista Brava Gente Brasileira, editada pela Associação Causa Imperial, bem como de notícias divulgadas no site da referida Associação.

Ficamos, todos, muito agradecidos por esta concessão. O que mostra uma clara integração entre os monarquistas brasileiros, pois, só nossa união fará a diferença.

Divulgo, portanto um artigo disponível no site da Associação Causa Imperial (A.C.I.), que muito chama a atenção e ajuda a descrever o que busca a A.C.I.:





"O povo brasileiro mal sabe o quanto a História do Brasil tem sido manipulada desde o golpe de Estado de 15 de Novembro de 1889, que foi desfechado por uma minoria descontente e imposto à maioria da Nação Brasileira, pela força e pela intimidação.

A História tem sido usada irresponsavelmente como ferramenta para o controle de opinião. O golpe republicano, para se legitimar, necessitou utilizar os mais sórdidos artifícios: colocou na clandestinidade a Monarquia, adiando por um século o plebiscito que decidiria sobre a Forma de Governo de nosso país; perseguiu e calou os monarquistas; expulsou a Família Imperial do Brasil. E durante um século, o Estado republicano incentivou a difamação dos personagens históricos do Império, procurando, ainda, imputar ao Império do Brasil a culpa por todos os problemas de nosso país - principalmente aqueles problemas causados pela má gestão, incompetência e corrupção descarada de muitos governos da República.

Agora, vemos uma reedição da prática das calúnias contra o período Imperial. Acusam o Império de iniciar as favelas. Qualquer professor de História sabe explicar a seus alunos que a favelização dos morros nas grandes cidades brasileiras ocorreu na Velha República, devido ao truncamento do projeto abolicionista do Império, o qual incluía a integração dos ex-escravos no mercado de trabalho. Antes morando em bairros pobres no meio urbano, essa população excluída foi desalojada e empurrada pela República para os morros devido à "maquilagem" republicana, que queria dar um ar de modernidade e higienismo às cidades.

Acusam o período Imperial de corrupção. Isso chega a ser fantástico, partindo de quem parte. Jamais existiu época mais corrupta na História do Brasil do que a época em que vivemos! O Brasil Império, quando nosso jovem país ainda dava seus primeiros passos no sentido da Unidade Nacional, era guiado por um Farol de Moralidade e Ética, chamado Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II.

Dizem que a república surgiu atendendo a um apelo popular. Falso. A república não passou de uma quartelada, a que o povo "assistiu bestificado", e que se impôs pela força e pelos conchavos. De um momento para outro, as oligarquias - contrariadas pela Abolição - aderiram aos inimigos do Império, e conseguiram o poder, em um processo em que o povo nao foi consultado, não foi considerado e não foi respeitado.

A calúnia contra o Império já teve um alto preço: o Brasil, injustamente envergonhado de seu passado (quando deveria orgulhar-se!) após o Golpe Republicano descaracterizou-se como Nação, perdeu a sua auto-estima, adotou um permanente sentimento de inferioridade perante os outros povos do mundo, cuja cultura passou a imitar, como se não tivesse suas próprias tradições, sua própria identidade - Imperial e Soberana.

A Associação Causa Imperial é uma entidade civil sem fins lucrativos, que visa promover estudos e divulgar a Monarquia Parlamentarista no Brasil. Move-nos o sentimento patriótico de que somente uma Nação que conhece a si mesma pode ser livre.

O Povo Brasileiro tem o direito de conhecer sua verdadeira História, e de buscar novos caminhos para encontrar a sua merecida grandeza entre as Nações do mundo. Em defesa desse direito, levantamos nossas vozes para protestar contra as calúnias lançadas sobre o Império, período áureo de consolidação da identidade Nacional, e para apontar a solução natural, óbvia, legítima, para nossa Pátria: a Monarquia Constitucional Parlamentarista".



Todos por um Brasil melhor!

O blog Império Brasileiro - RS / Monarquia Já, agradece imensamente a

Associação Causa Imperial.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Imperatriz Dona Teresa Cristina

A Imperatriz Brasileira





Sem ter nascido no Brasil, mas o amando como se fosse sua Pátria, Dona Teresa Cristina amou seu povo, o povo brasileiro.






Filha obedientíssima, esposa devotada, mãe esmerada e avó carinhosa. Quatro dos papéis familiares que Dona Teresa Cristina teve de desenvolver, além é claro daqueles já conhecidos outros que a providência Divina a encarregou, como o de Princesa das Duas-Sicílias e Imperatriz do distante Império do Brasil.




Teresa Cristina Maria Giuseppa Gasparre Baltassarre Melchiore Gennara Rosalia Lucia Francesca d'Assisi Elisabetta Francesca di Padova Donata Bonosa Andrea d'Avelino Rita Liutgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde di Bragança e Borbone, nasceu Princesa das Duas-Sicílias e por casamento com Dom Pedro II, tornou-se Imperatriz Consorte do Brasil. Filha do Rei Francisco I das Duas-Sícilias, a 3º Imperatriz do Brasil era dotada de um grande senso de cordialidade e de educação refinada. Possuía entre seus dotes pessoais uma consonância invejável com seu marido: eram os dois amantes da cultura e das artes. Tal consonância favoreceu o amor que os Imperadores acabariam por sentir um pelo outro, um casamento duradouro que formou dois belos exemplos de patriotismo e dignidade do povo do Brasil: Dona Isabel e Dona Leopoldina.




O amor de Dona Teresa Cristina pelas artes o acompanhou até mesmo na viagem de vinda para o Brasil, onde trouxe consigo muitos músicos, pintores, professores, botânicos, estudiosos e pesquisadores. Na mesma constância vieram do Reino das Duas-Sicílias, a seu pedido, obras que enriqueceram artística e cientificamente a vida na Corte e o país como um todo, foram enviadas por Fernando II, irmão da Imperatriz, obras recuperadas minuciosamente das cidades de Herculano e Pompéia, completando um acervo ricamente composto por ela.


Dona Teresa Cristina tomou para si a Pátria Brasileira. Assim como o Imperador, era apaixonada pelo país que adotou como seu. Gostava, desde os dias mais movimentados no Palácio de São Cristóvão, até os dias mais calmos e descansados no Palácio Imperial de Petrópolis. Se Dona Teresa Cristina adotou o Brasil, os Brasileiros a adotaram e passaram a amá-la e admirá-la, pela calma e semblante sereno que carregava sempre consigo. Foi homenageada com os nomes de muitas cidades Brasileiras como Santo Amaro da Imperatriz (Santa Catarina), Teresina (Piauí), Cristina (Minas Gerais), Imperatriz (Maranhão) e Teresópolis (Rio de Janeiro).







Porem a fatídica data de 15 de novembro de 1889, chegara e porá fim ao Império do Brasil, embarcando sorrateiramente na madrugada do dia posterior sob o comando dos golpistas, a Família Imperial Brasileira, o que gerou muito mal estar entre a Imperatriz e o restante da Família, disse ela ao Embaixador da Áustria: “Que fizemos para sermos tratados como criminosos?”. Embarcaram para Portugal, onde permaneceram por pouco tempo, mas o suficiente para o pior ocorrer, ali mesmo em Portugal, precisamente na Cidade do Porto, em um hotel humilde, a Imperatriz do Brasil passou mal, não atendendo nem mais aos tratamentos médicos, morreu dizendo: “Brasil, terra abençoada que nunca mais verei”. De fato morreu sem ter voltado ao Brasil e seus descendentes, infelizmente, em 120 anos de república, não conseguiram retornar ao poder.


A Imperatriz foi sepultada no Panteão de São Vicente de Fora, de onde saiu honrosamente para ser translada para o Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis, onde jaz serenamente ao lado de seu marido, o Imperador Dom Pedro II, no solo brasileiro que tanto amou e onde tanto foi amada.








Foto 1: Dona Teresa Cristina em pintura anterior a seu casamento com Dom Pedro II. Arquivo digital pessoal.


Foto 2: Sua Majestade Imperial a Senhora Dona Teresa Cristina. Arquivo digital pessoal.


Foto 3: Estátua em homenagem à Imperatriz Senhora Dona Teresa Cristina, em Teresópolis. Arquivo digital pessoal.


Foto 4: Foto da Catedral de São Pedro de Alcantâra, onde jaz a Imperatriz e o Imperador, vista da Casa que pertenceu a Princesa Isabel e ao Conde d'Eu. Arquivo digital pessoal.



Dionatan da Silveira Cunha.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Outra opção

Sentado: Sua Alteza Imperial e Real o Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. Em pé: Sua Alteza Imperial e Real o Senhor Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil. São eles quem podem mudar nossa realidade. Conclamo a todos os Brasileiros, muito especialmente, os gaúchos a aclamar os Príncipes como Defensores Perpétuos do Brasil. Nossos Imperadores.



Enquanto isso...



Enquanto o Congresso e determinados deputados se preocupam em prolongar ainda mais o período de mandato de um candidato à presidência da república ou sua reeleição ou promover parentes à cargos públicos, os monarquistas, vanguardistas de um futuro esplêndido, agem de forma a angariar mais adeptos e tentando levar a cada canto, a cada local de cada estado, uma esperança, um resquício de que nem tudo está perdido. Alguém se arrisca a perguntar o que os monarquistas tentam levar ao povo? Que tipo de governo querem?


A pergunta já contem a resposta, o tipo de governo é a monarquia, a monarquia moderna, constitucional e parlamentar, que não envolva troca de favores, de interesses. Um regime digno do povo do Brasil, abrangente, representativo, tradicional, ético e profissional. Com uma Família que irá representar a verdadeira estirpe de um clã brasileiro, inspirando e dando exemplos a toda sociedade, esta, tão carente de bons modos, que precisa ser reeducada. É preciso estabelecer novos conceitos para a sociedade do Brasil. Muito mais do que sensualidade e erotismo, o Brasil deve ser reconhecido como uma nova opção cultural, a qual está presente nas diversas etnias que aqui habitam, nas várias modalidades de artes moldadas sobre o solo da pátria tropical. Índios, Negros, Brancos. Portugueses, africanos, alemães, italianos, chineses, e outras várias nacionalidades e etnias, que no Brasil encontraram terra fértil e um abrigo hospitaleiro. Por que não explorar as riquezas culturais? Por que incentivar o desrespeito, a imoralidade?


Alternativas sérias que devem partir de fontes idôneas são importantíssimas para a construção de um novo pensamento sobre o Brasil, sua cultura e seu povo. Em tal contexto surgem pessoas que são capazes de trazer uma opção valoroza que se mostrou aguerrida durante muito tempo no Brasil: a Monarquia. Representado a Redentora Dona Isabel do Brasil, que assinou a Lei Áurea em meio a tantos interesses contrários. Dando voz e vez a causa do negro com a Imperial Irmandade da Nossa Senhora dos Homens Pretos. Com o patrimônio familiar imposto pela figura de nossa Família Imperial. Com referências de ética e lisura como Dom Pedro Henrique e Dom Luiz de Orleans e Bragança. É com estes e com tais valores que os monarquistas estão preocupados. Não com salários ou com cargos.


Basta ver ou ler os meios de informação para constatar a mediocridade, a afanação do bem público, da arrecadação, um verdadeiro desplante com o cidadão. Quando a cada eleição espera-se que um novo candidato eleito vá realmente cumprir com as promessas de campanha, encontra-se nova problemática. Além de não cumprir com as promessas (que o fizeram eleito!), o candidato ainda surrupia a contribuição, os cofres públicos, a União e promove lobbies, conluios, acordos, trocas de favores, cargos. Então quando o candidato eleito encontra-se em tais meios, e o eleitor pode constatar, aí não se espera mais que ele vá cumprir suas velhas promessas e sim, encarecidamente os votantes pedem, para que cesse a roubalheira. VALE A PENA ELEGER CORRUPTOS POR QUATRO ANOS? Esses afanadores públicos são piores do que os criminosos que visitam as residências pela noite, os corruptos roubam continuamente e com direitos exclusivos, como viagens custeadas pelos cidadãos e o foro privilegiado, um grande resquício de impunidade.


Para quem acha que não vale a pena, existe a Monarquia. Os monarquistas resolveram dar um basta no sistema “beneficente” ao bolso do político. Assim estamos preocupados com a saúde, a educação, a moral, a cultura, o caráter, a segurança, tudo em prol do povo, por uma razão simples: o que se arrecada é do povo e deve voltar a ele!




Dionatan da Silveira Cunha
Foto 1: SS.AA.II.RR. Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e Imperador de direito do Brasil, acompanhado de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil. Divulgação da Casa Imperial do Brasil. Arquivo digital pessoal.

Foto 2: Folheto da Campanha Monarquista no plebiscito de 1993. Arquivo digital pessoal.

domingo, 9 de agosto de 2009

Dom Nuno Álvares Pereira

A seguir transcrevo uma parte do trabalho que desenvolvi no curso de Relações Internacionais, na disciplina de Ciência Política, essa postagem também abre a discussão sobre Casas Reais e monarquia estrangeiras, falaremos de São Nuno de Santa Maria, recem canonizado:

O Condestável do Reino de Portugal



Pesquisar as origens da dinastia dos Bragança se torna difícil quando se sabe que sua criação data da primeira metade do século XV e que seus membros desde sempre fizeram parte da história portuguesa, sendo eles responsáveis por episódios dos mais importantes daquele lugar. Descritos poeticamente, com linguagem própria do período e por serem antigos, as descrições são deficientes de data e organização dos fatos.

Contudo, além de tais descrições, preservam-se os relatos que foram passados por gerações e que hoje podem ser escutados em qualquer casa tradicional de Portugal. Dom Nuno Álvares Pereira, reverenciado, beatificado pelo papa Bento XV, agora canonizado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, é um dos mais famosos lusos - precursor da dinastia de Bragança - por ser sua filha Dona Beatriz Pereira Alvim, casada com Dom Afonso, 1º Duque de Bragança, 8º Conde de Barcelos e Conde de Ourém, filho do Rei Dom João I de Portugal.


Primeiramente a explanação da vida do Bem-Aventurado Nuno Álvares Pereira é infinita. Quando houver a disposição de fazê-la, será feita apenas pela metade, pois é intransferível à letras o que Dom Nuno representa para o povo português, para compreender sua importância é necessário saber sobre sua vida: Dom Nuno Álvares Pereira nasceu no dia 24 de junho de 1360 no castelo de Bomjardim, em Coimbra. Conhecido na corte desde muito cedo, conta-se que obtivera destaque já aos 13 anos de idade como escudeiro, logo, se sobressaiu na batalha contra os invasores de Castela, numa efetiva participação da construção da nacionalidade portuguesa, na ferrenha luta por garantir o território e livrar as terras em que havia nascido, do domínio castelhano. Quando atingiu a idade de 16 anos achou por bem que deveria casar-se. O fez com Dona Leonor Alvim, uma rica fidalga do Minho, com ele teve uma única filha, a já mencionada Dona Beatriz Pereira Alvim.


Dom Nuno foi armado cavaleiro por Dona Leonor Teles, esposa viúva do Rei Dom Fernando I, que reinou até outubro de 1383. Nesta época e anteriormente, Portugal vivia um período conturbado, justamente pela união de Dom Fernando com Dona Leonor, mulher que muitos consideravam de moral duvidosa e passado enegrecido. Dom Fernando morreu e Dona Leonor tinha o desejo de sagrar-se Rainha de direito, por isso a sucessão desencadeou a revolução de 1385, onde Dom João, meio-irmão de Dom Fernando I, aconselhado por Dom Nuno Álvares Pereira, proclamou-se defensor e governador de Portugal. Já em 1384, ano da invasão castelhana sobre o território de Portugal, o mesmo Dom Nuno Álvares Pereira garantiu com êxito a vitória de sua terra na batalha de Atoleiros, batalha essa que rendeu a aclamação de Dom João ao trono português, com o Rei Dom João I, iniciava-se também a dinastia de Avis. o Rei, então lhe conferiu o título de Condestável do Reino. Prova definitiva de que a história portuguesa confunde-se com a do notável Dom Nuno é o fato de que no ano seguinte ao ano da luta de Atoleiros, Portugal volta a ser invadida por Castela, esta porem, dispondo de efetivo quatro vezes mais numeroso em relação à investida anterior. O Condestável, então tomou frente a seus comandantes, derrotando o povo invasor, numa epopéia que veio a ser conhecida como a batalha de Aljubarrota. E é através também do Condestável, que a paz de 30 de outubro de 1411, foi assinada com Castela.

Muito reverenciado após suas vitórias e feito Conde de Barcelos, de Ourém e Arraiolos pelo Rei, recebeu ainda as terras de Dona Leonor Teles, do amante desta, o Conde de Andeiro, e dos senhores que haviam apoiado Castela. É neste período que Dom Afonso, filho do Rei Dom João I, desposa Dona Beatriz Pereira Alvim, ambos tidos como os primeiros duques de Bragança e progenitores da dinastia bragantina. Em uma breve explanação, pode-se dizer que Dom Afonso foi criado em Leiria, por Gomes Martins de Lemos. Quando seu pai foi aclamado Rei de Portugal e iniciou a política expansiva, Dom Afonso foi bom soldado e serviu à Grei. E pelo casamento com Dona Beatriz, recebeu de seu sogro, grandes riquezas.


No ano de 1415, Dom Nuno também participa da luta contra os mouros na tomada de Ceuta, um dos fatos mais marcantes do reinado de Dom João I, pois se tratava da primeira das possessões de Portugal na África. Uma verdadeira luta para glorificar o reino de sua majestade, doando-se incondisionalmente as causas que considerou justa e digna de seu suor. Mas, assim como ocorre com todos, debilitado pela morte da esposa e depois da filha, ambas tão amadas por ele, o cavaleiro, o Condestável do Reino, o conde, mas principalmente o lutador de muitas batalhas em nome de sua terra, a terra abençoada de Portucalis, que ajudou a transformar no reino de Portugal, despediu-se da vida exterior e foi viver na serenidade de sua fé no convento do Carmo, lá preferia ser chamado apenas de frei Nuno de Santa Maria, morrendo em Lisboa a 1º de abril de 1431.

Deste mesmo Dom Nuno, congregador de muitos poderes, feitos e títulos, nascem por assim dizer os Duques de Bragança e mais tarde os Duques do Cadaval.

A auspiciosa união de Dom Afonso com Dona Beatriz deu inicio em 1442 à casa ducal de Bragança, e tinham na base patrimonial a detenção de todas aquelas terras inicialmente conquistadas e doadas a Dom Nuno Álvares Pereira, e durante anos amealharam muitos bens de valor incalculáveis, enormes riquezas e poder com os títulos de Duques de Barcelos e Guimarães, Marqueses, Condes e Senhores de muitas terras. Além da cidade prospera de Bragança, possuíam mais de 20 vilas das mais importantes do reino. Os Duques de Bragança ainda gozavam do privilégio de serem infantes do reino e do direito de conferir títulos de nobreza.

Dom Fernando II, 3º Duque de Bragança, opositor da política centralizadora do poder real imposta por Dom João II, foi condenado à decapitação pelo rei, que também confiscou seus bens. Porem os Duques posteriores fizeram apenas engrandecer ainda mais o que a família já tinha, acrescentando mais valor e prestigio à Casa Ducal.

Por volta do ano de 1580, o trono português vinculou-se a Espanha, que durante os seguidos 60 anos de domínio implantaram uma política autoritária, pondo em descrédito a palavra do Rei Felipe II, quando estabeleceu que apesar da ocorrência da União Ibérica, ir-se-ia respeitar a autonomia portuguesa. O descrédito na palavra real fez crescer de forma ufana o sentimento nacionalista e territorial dos portugueses. De tal forma, clero e sociedade civil uniram-se em torno do 8º Duque de Bragança, um dos homens mais poderosos de sua época, na tentativa de criar um movimento de restauração portuguesa, juntamente com o apoio de Dom Francisco de Melo. Assim em 1640 sobe ao trono o 8º Duque de Bragança, como Rei Dom João IV, seu primogênito, Dom Teodósio, foi o primeiro Príncipe do Brasil. Os Bragança se mantiveram no trono de Portugal até os últimos dias da monarquia portuguesa e também no trono do Brasil independente, bem como na Chefia das Casas Real e Imperial, daqueles países respectivamente.

Ainda na descendência do Condestável, a genealogia juntamente com a tradição portuguesa diz serem descendentes do 21º Rei de Portugal, os Duques do Cadaval. Primeiramente deve-se atentar para o fato de que o título foi dado a Dom Nuno Álvares Pereira de Melo, descendente do Condestável do Reino - o Bem-Aventurado Dom Nuno Álvares Pereira - pelo Rei Dom João IV (21º Rei de Portugal) em 1648, oito anos após sua coroação. O 1º Duque do Cadaval era filho de Dom Francisco de Melo, herói da Restauração de 1640.

Detalhe dos mias importantes é saber que o 2º Duque de Bragança, Dom Fernando I, foi casado com Dona Joana de Castro, filha de Dom João de Castro, Senhor de Cadaval. É desce matrimônio que nasce Dom Álvaro, quarto filho de Dom Fernando I, 2º Duque de Bragança. Possuindo de tal forma a Casa do Cadaval a mesma varonia que a dos Bragança, porque descende de Dom Álvaro, que dispôs dos títulos de Marquês de Ferreira, Conde de Tentúgal e Duque do Cadaval, em Portugal e na Espanha os de Marquês de Vilhescas, Conde de Gelves e Duque de Veragua, segundo a historiografia. A fusão de todas as Casas que herdara, tornou Dom Nuno Álvares Pereira de Melo um homem muito poderoso e rico. Sendo esta Casa uma das mais respeitas de Portugal e que até hoje conservam o sobrenome do Condestável do Reino acrescido ao do herói da Restauração, formando assim o nome Álvares Pereira de Melo. Mantido hoje, com Dona Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo, 11º Duquesa do Cadaval, o Palácio dos Duques do Cadaval, em Évora, onde residiram alguns Duques de Bragança e Reis de Portugal. Notável a participação de Évora e dos Duques na historia de Portugal, uma vez que no reinado de Afonso IV, a corte permaneceu lá por 14 anos e com os Reis da dinastia de Avis, Évora tornou-se a capital extra-oficial do reino. O Alentejo sempre foi grande receptora dos monarcas, que lá encontravam o berço da cultura portuguesa, mesclada aos vestígios da ocupação romana e clima típico aos gostos requintados da vida lusitana.

Por fim, diz-se que a história de Portugal não pode, de forma alguma, ser contada sem ser citado o nome do Bem-Aventurado Dom Nuno Álvares Pereira e seus feitos, pois ele faz parte da consolidação da nacionalidade portuguesa, bem como é responsável pela existência da soberania, e até mesmo pelo futuro daquele país, sendo ele Condestável do Reino, dando origem a duas Casas das mais importantes da Europa: Bragança e Cadaval. Estando, portanto Dom Nuno, fadado a pertencer eternamente na memória e história daquelas gentes portuguesas.









Por Dionatan da Silveira Cunha

Foto 1: São Nuno de Santa Maria. Arquivo digital pessoal.

Foto 2: Dom Afonso, 1º Duque de Bragança. Arquivo digital pessoal.

Foto 3: Os Duques de Bragança, foto oficial do site da Casa Real de Portugal. Arquivo digital pessoal.

Foto 4: Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, foto da Casa Imperial do Brasil. Arquivo digital pessoal.

Foto 5: O casal de Duques Diana do Cadaval e Charles (Carlos) d'Anjou, Duques d'Anjou e do Cadaval. Arquivo digital pessoal.

sábado, 8 de agosto de 2009

Agradecimento Público


Agradeço aos amigos que a cada dia me surpreendem com apoios e elogios, ajudando na melhora constante do blog:



Senhor Jorge Bitar, membro do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora, representante do Instituto em São José do Rio Preto;



Senhor Bruno de Cerqueira, idealizador e fundador do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora;



Senhor Fernando Baptista Bolzoni, membro do Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora, representante do Instituto em Porto Alegre;


Senhora Sara Rozante, criadora do blog Viscondessa de Jaú;


Senhor Mauro Demarchi, criador do blog Monarquia em Ação;


Senhor Marcelo Roberto Ferreira, do blog Diretório Monárquico do Brasil, membro do Diretório Monárquico do Brasil;


Senhora Maria Menezes, do blog Família Real Portuguesa, de Portugal.


À todos, agradeço imensamente pelas contribuições e palavras amigas neste início de projeto.


Somente nossa união fará a diferença...


Muito Honradamente,


Dionatan da Silveira Cunha

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

S.A.I.R., Dona Maria, Imperatriz do Brasil


Dona Maria: a Imperatriz do Brasil



Nascida Maria Isabel Francisca Teresa Josefa Princesa Real da Baviera, no castelo de Nymphenburg, em Munique, a 9 de setembro de 1914, S.A.I.R., a Princesa Senhora Dona Maria era a segunda filha do Príncipe Francisco (Franz) da Baviera e da Princesa Isabelle, Princesa de Croy. S.A.I.R. Era neta do último monarca da Baviera, o Rei Luís III (1845-1921), foi regente do reino a partir de 1912, devido à incapacidade do Rei Oto I, assumindo a coroa com sua morte no ano seguinte, até 1918, quando da proclamação da república na Alemanha no final de 1918, e de sua esposa, a Rainha Maria Teresa Henriqueta, nascida Arquiduquesa d´ Áustria-Este.

Ao nascer, portanto, a Princesa pertencia a uma prestigiosa família real reinante. Efetivamente em 1914, ano de seu nascimento, o mundo experimentava os infortúnios do início da Primeira Guerra Mundial, a Família Real da Baviera não ficou imune aos acontecimentos e até mesmo o Príncipe Francisco envolveu-se na Guerra, sendo general do Exército bávaro. Em 1918, eclodiu na Alemanha a Revolução Espartaquista, com forte influência da terrível Revolução Russa de 1917, que acabou por assassinar o Czar Nicolau II e sua Família. Este movimento era de ideal comunista e conseguiu primeiramente controlar a região da Baviera. Em 7 de novembro daquele ano, o Rei Luís III e sua Família, entre eles a pequena Princesa Dona Maria, foram obrigados a partir de Munique. O Rei foi o primeiro a ser deposto e a Família passou a sofrer a hostilidade dos revoltosos. A Família Real da Baviera, contudo, conservou todo o seu prestígio, tendo-se inclusive falado em certa época na hipótese de uma restauração da monarquia na Baviera, integrando a República Alemã.

A Rainha Maria Teresa, avó de Dona Maria, herdou de sua família um riquíssimo patrimônio, que incluía propriedades na Moravia e Sárvár, na Hungria. Neste último país, num castelo de mesmo nome da localidade, Dona Maria passou a infância. Seu avô, por ameaças, teve ainda de se transferir para o Liechtenstein e para a Suíça. Neste contexto a infância da Princesa Dona Maria foi bastante conturbada e até mesmo traumática. Na década de 30, a Família retornou à Baviera e parte de seus bens foram devolvidos pelo governo republicano. Seu avô, o Rei Luís III, faleceu em 1921 (mesmo ano da morte da Princesa Dona Isabel, a Redentora), deixando como herdeiro o filho mais velho, tio de Dona Maria, o Príncipe Rupprecht. O Príncipe se declarou contra o regime nazista, sendo sua esposa, a Princesa Antonieta, nascida Princesa do Luxemburgo – irmã da Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo, e seus filhos, capturados em 1944 e levados para o campo de concentração de Sachsenhausen, em Oranienburg, Brandemburgo e anos mais tarde foram levados a Dachau e lá, libertados pelo exército norte-americano. A Princesa não resistiu e faleceu anos depois. A Família teve de se exilar na Itália. O nazismo ensejava a Segunda Guerra Mundial.

Dona Maria, a extrema direita, com os pais e irmãos, pouco tempo antes do noivado
Imagem: Blog Monarquia Já


Em 19 de agosto de 1937, a Princesa Dona Maria foi desposada na capela do Castelo de Nymphenburg pelo Príncipe Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, Herdeiro dos Imperadores do Brasil, Chefe da Casa Imperial, de jure, S.M.I., o Imperador Senhor Dom Pedro III do Brasil. A cerimônia foi assistida por dois Soberanos, a Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo e o Rei Alfonso XIII da Espanha, além do Chefe da Casa Real das Duas Sicilias o Príncipe Ferdinando, Duque de Calábria, tio de Dom Pedro Henrique, e os Príncipes Herdeiros da França, Condes de Paris (ela Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, prima irmã de Dom Pedro Henrique), além de outros da realeza e da nobreza. O tio de Dona Maria, o Príncipe Rupprecht, também presente, aproveitou a ocasião para mostrar sua indiferença aos comandantes nazistas, não os convidando para o enlace. O casamento de Dona Maria foi notícia também pelo fato do celebrante, o cardeal Faulhaber, arcebispo de Munique, ter aproveitado a ocasião para, no sermão, tecer críticas ao nazismo.

Impedidos pelos trágicos acontecimentos na Europa de vir ao Brasil, e conseqüentemente afetados pelas sanções impostadas pelos nazistas aos parentes e as mortes derivadas das ações daquele grupo, o casal fixou-se primeiramente em Mandelieu, na França, onde habitava Dona Maria Pia, mãe de Dom Pedro Henrique. Ali nasceram o Príncipe Dom Luiz, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil (1938), Dom Eudes (1939) e Dom Bertrand (1941), atual Príncipe Imperial do Brasil. Pelas precipitações da Segunda Grande Guerra, Dom Pedro Henrique teve de se refugiar com a esposa e os filhos em La Bourbole, em Puy-de-Dôme, região central da França, aonde as violências da guerra provavelmente não chegariam. Lá nasceu Dona Isabel (1944).

O casamento em Munique e os membros do Gotha
Imagem: Blog Monarquia Já


O ano de 1945 foi decisivo para a vida de Dona Maria, visto que precisaria deixar a Europa, onde era cercada por parentes próximos e queridos, para finalmente fixar residência no Brasil, realizando o sonho de seu marido. Em maio daquele ano o navio Serpa Pinto deixou Portugal e rumou para a América do Sul, num roteiro raro naqueles tempos de guerra. Em 17 de maio de 1945 a Família Imperial assistiu a Primeira Comunhão da Princesa Diana de França, filha da Condessa de Paris, em Pamplona, na Espanha, embarcando depois Dom Pedro Henrique e Dona Maria (grávida) e seus cinco filhos, para o Brasil. O embarque não agradou inicialmente a sogra, a Princesa Dona Maria Pia, que achava errado Dona Maria fazer esta longa viagem estando grávida.  Pelos acontecimentos da guerra e a dificuldade de se arranjar meio de transporte para o Brasil, Dona Maria Pia acabou consentindo e admitindo a necessidade da viagem.

Em Petrópolis, Dona Maria deu a luz, no ano de 1945, ao Príncipe Dom Pedro de Alcântara. Na chegada ao Brasil ocorreu um doloroso episódio: o Príncipe Dom Pedro Henrique foi informado pelo primo, Dom Pedro Gastão, sobre sua condição de ex-sócio da Companhia Imobiliária de Petrópolis, a empresa constituída para administrar a antiga Fazenda Imperial de Petrópolis. Dom Pedro Henrique residiu certo tempo em Petrópolis, numa casa no bairro do Retiro. Já no Rio de Janeiro, em 1948 nasceu Dom Fernando e, em 1950, Dom Antonio. Dom Pedro Henrique e Dona Maria passaram por um período de grande dificuldade, tendo que alugar uma casa no bairro de Santa Teresa.  Apenas em 1951 conseguiu Dom Pedro Henrique comprar uma propriedade agrícola, que denominou Fazenda Santa Maria, na cidade de Jacarezinho, no Estado do Paraná. Lá nasceram Dona Eleonora (1953) e Dom Francisco (1955). E em Jundiaí do Sul, também no Paraná, nasceram Dom Alberto (1957) as Princesas gêmeas, Dona Maria Gabriela e Dona Maria Teresa (1959). Em 1965, necessitando estar mais próximo dos grandes centros, Dom Pedro Henrique vendeu a Fazenda Santa Maria e comprou, em Vassouras, o sítio Santa Maria, conservado na família até os dias atuais. 

A Princesa Dona Maria acompanhada dos 12 filhos no aniversário de 90 anos
Imagem: divulgação 


Em 5 de julho de 1981, faleceu o Príncipe Dom Pedro de Alcântara, deixando viúva a Princesa Dona Maria. Ascendeu a Chefia da Casa imperial o seu filho, Dom Luiz.

A vida de Dona Maria, nas condições que a divina providência lhe colocou, fizeram-na uma grande senhora. Ícone de uma geração de grandes Damas do Gotha.

Depois da morte do marido, a Princesa Dona Maria passou a morar num apartamento na rua Custódio Serrão, na Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro,  com sua filha, a Princesa Dona Isabel. Nos últimos anos foi enfraquecendo lentamente, sendo sempre sustentada por sua grande fé religiosa. Referência da Família, a Princesa sempre foi amada pelos 12 filhos, 25 netos e também pelos pequenos bisnetos e reverenciada pelos monarquistas brasileiros. O Clube de Engenharia, há anos atrás, a considerou a Mãe do Ano.

Dona Maria e seu filho, Dom Luiz de Orleans e Bragança, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil
Imagem: divulgação


Prima do Herdeiro do Trono da Baviera, Franz, Duque da Baviera, 77 anos (neto do Príncipe Rupprecht), Dona Maria teve cinco irmãos: o Príncipe Ludwig, falecido em 2008 com 95 anos, casado com sua prima, a Princesa Irmgard da Baviera (são os pais do Príncipe Luitpold, 60 anos, cujo casamento com Beatrix Wiegand, Herdeiro de Franz, Duque da Baviera, que é solteiro – esteve no Brasil em 2009 para o casamento da Princesa Dona Isabel com o conde Alexander de Stolberg); a Princesa Aldegunda, falecida em 2004, com 87 anos, esposa de Zdenko, Barão von Hoenning-O´Carroll; a Princesa Eleonora, falecida em 2009, com 91 anos, esposa de Constantino, Conde von Waldburg zu Zeil und Trauchburg; a Princesa Dorotéia, falecida em 2015, com 95 anos, que casou com Gottfried, Arquiduque d´Austria e Grão-duque de Toscana; o Príncipe Rasso, falecido em 2012 aos 86 anos, casado com a Arquiduquesa Teresa da Áustria (são os pais, entre outros filhos, da Princesa Gisela, esposa do Príncipe Alexander de Saxe-Gessaphe, Chefe da Casa Real da Saxônia,).

A Princesa Senhora Dona Maria faleceu no dia 13 de maio de 2011, foi velada na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Vassouras, com missa de Corpo Presente, o sepultamento ocorreu no jazigo da Família Imperial no cemitério daquela cidade.

Dom Pedro Henrique e Dona Maria na Fazenda Santa Maria, em Jacarezinho, para a Revista "O Cruzeiro"
Imagem: Revista "O Cruzeiro"



Era Dama Grã-Cruz de todas as Ordens Imperais e das Ordens de Santa Isabel, de Portugal, de Santa Teresa, da Baviera, da Ordem Constantiniana de São Jorge, da Casa Real de Bourbon Duas-Sícilias.

ATENÇÃO


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