segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vídeo da Missa Por Dom Pedro Henrique

Vídeo da missa pelo centenário de nascimento de dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, falecido em 1981.


No vídeo vê-se o cortejo de saída com inúmeros religiosos, dentre eles, Sua Paternidade, Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. O cortejo contava ainda com membros da Família Imperial Brasileira, entre eles Dom Luiz; atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand; Príncipe Imperial do Brasil, Dona Isabel, Dom Antonio, Dom Rafael, Dona Maria Gabriela; Príncipes e Princesas do Brasil, além de outros filhos do Saudoso Príncipe Dom Pedro Henrique, Príncipes de Orleans e Bragança.

A missa, como já noticiamos aqui, teve lugar na Antiga sé catedral do Rio de Janeiro, e além de homenagear Dom Pedro Henrique (In Memoriam), comemorava o transcurso dos 95 anos de Dona Maria, de jure Imperatriz Mãe do Brasil.
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Por Nelson Barreto - Pró Monarquia - Brasília

domingo, 27 de setembro de 2009

A República e o desapego pela história...


O monumento a Dom Pedro I, localizado na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, foi inaugurado em 30 de março de 1862, numa cerimônia presidida por Dom Pedro II, que reuniu milhares de pessoas. O ano ficou marcado como sendo o da inauguração do maior monumento [até então] do Brasil.


O conjunto de estátuas conta com grandiosa estrutura, possuindo mais de 15 metros de altura e mais de 50 toneladas de bronze, sendo assinado pelo famoso escultor francês, Louis Rochet. Nela pode-se ver Dom Pedro I, primeiro Imperador do Brasil, empunhando sua espada [roubada do monumento e ainda não reposta], acompanhado de 4 outras representações da vida e da história brasileira, os Rios: Amazonas, Paraná, São Francisco e Madeira.

Pois bem, o dito monumento, que além de reunir características artísticas únicas e ainda hoje permanecer como um dos maiores monumentos destacados a homenagem, da América Latina, não escapou dos mal feitos da República. Na década de 30 do século passado, DEPUTADOS DA REPÚBLICA BRASILEIRA, DEFENDERAM QUE O ESTADO DEVERIA VENDER OU DERRETER O MONUMENTO para que pudesse se pagar a divida externa.

O projeto, que chamou a atenção de todos na época, foi veementemente condenado, não encontrando êxito. Contudo serve como prova do desapego à história do Brasil, que se reflete na falta de manutenção/restauração dos prédios históricos no país e até mesmo na venda destes patrimônios. Patrimônios de valor incalculável, que não recebem o devido valor do governo.



O que é um país sem sua história?


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dom Pedro Luiz será homenageado em Portugal.


O Jornal de Ourém (Portugal) noticiou no dia 24 de setembro de 2009, a visita de uma delegação de Reis e Chefes de Casas Reais com antigas ligações com Portugal que irão a Ourém, para uma peregrinação de ação de graças por Dom Nuno Álvares Pereira, recentemente canonizado como São Nuno de Santa Maria, onde aproveitarão para descerrar uma placa em homenagem a Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, sobrinho de Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial do Brasil e herdeiro dos direitos ao Trono do Brasil. Descendentes do Santo Condestável. Dom Pedro Luiz faleceu no dia 31 de maio de 2009, no trágico acidente da companhia aérea Air France, que vitimou mais 227 pessoas.

As homenagens ocorrerão no dia 26 de setembro de 2009 (sábado), leia a matéria:




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O blog agradece imensamente a amiga de Portugal.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

175 anos da morte de Dom Pedro I


Neste mesmo dia (24 de setembro), há 175 anos, falecia Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal. Transcrevemos, através da gentil concessão do Correio Imperial na pessoa do Senhor Fernando Mascarenhas Silva de Assis, um artigo publicado em 7 de setembro de 2005, no nº 65 do Correio Imperial.






Correio Imperial






Há cento e cinquenta anos (24 de setembro de 1834) [hoje 175 anos] morreu no Palácio de Queluz, por coincidência, no quarto em cujas paredes se vêem as grotescas cenas do Quixote, de Cervantes - D. Pedro de Alcântara, primeiro do nome no Império do Brasil, quarto Pedro dos reis portugueses.

Contando-lhe a vida, faz meio século, num livro de juventude, considerei-o um herói precoce, que galgou a imortalidade cavalgando as grandes crises do século, por isso, justamente, "O Rei Cavaleiro". As crises foram da liberdade contra o absolutismo, na América e na Europa. Aqui, rompeu com a tradição, aceitando a aclamação nacional. Lá, desligou-se do passado, tomando a causa da Constituição. Vem dai o fato, único no mundo, de ser o estadista (à frente das multidões que, ufano chefe das revoluções permanentes, tem o seu monumento nas duas margens do Atlântico, no Rio de Janeiro a cavalo - na Praça Tiradentes e, em Lisboa, no Rossio, ereto sobre a coluna coríntia.

Ninguém o igualou no culto dos povos desentendidos em 1822, na língua comum. Aqui, promovendo a Independência, acolá, impondo a Lei; com a circunstância de pôr no trono os filhos, D. Pedro II no Brasil, D. Maria II em Portugal. Juntou à previsão o entusiasmo. Selou com a vitória o destino. Soube comandar de espada na mão a independência dos brasileiros e a transformação dos patrícios, soldado impetuoso, quer na colina do Ipiranga, quer no cerco do Porto, em ambas as conjunturas ungido pela sorte, que é a ordenança do valor. De um lado (eis o seu legado!) consolidou a unidade brasileira, de um outro, impeliu Portugal para diante, rasgando na antiga colônia e na metrópole decadente, os diplomas de antanho, em nome das luzes da Civilização.

Fundando o Império, guiado peia sabedoria de José Bonifácio de Andrada e Silva, traçou entre a era morta e os novos tempos, a ponte da concórdia em vez de abrir como alhures os abismos da divisão é da guerra. Sem a solução monárquica de 1822, proclamado D. Pedro I Imperador, retalhar-se-ia o Pais em Estados soberanos, num desafio à posteridade, que dificilmente o reuniria, se pudesse fazê-lo um dia, na imagem integra da Pátria. Do mesmo modo, abdicando em 1831 a coroa americana, arrasou no Reino os arsenais da Idade Média, implantando, semelhantes às liberdades que outorgara ao Brasil (Carta de 1 824), as liberdades que vigoraram em Portugal (Carta de 1826).

Não importam os erros políticos que acabaram encurtando o seu governo, tão popular no começo - em que aderiu à Nação adotiva - e tão hostilizado no fim quando parecia ter renegado a democracia que anunciara Sobre os desacertos e os infortúnios agiganta-se o gênio de condutor das massas,o fulgor da estrela cívica, que lhe iluminou a jornada, em ambos os continentes.

Por mais que o discutissem após sua morte, as suas qualidades sobrepujaram os seus defeitos. Foi formidavelmente providencial, quase adolescente (nascera em 1798) e ainda moço (faleceu aos 36 anos) aquém e alem-mar. É o Bolivar dos brasileiros é o Condestável dos portugueses. São comparações razoáveis, nas perspectivas da Historia, em que o ideal ismo e a bravura se aliam à oportunidade - de gera r o tempo o indivíduo que deu corpo e alma à coletividade.

Os monumentos que à beira do Oceano, no Brasil e na Europa, celebrizam o "Rei Cavaleiro", equivalem a mensagens imperecíveis recordando-lhe as lutas, as opções, o poder e a glória.

Morreu há século e meio. E continua lembrado e o reverenciamos em todos os 7 de setembro como se continuasse vivo, a cavalo, no punho triunfante a Suprema Lei, irradiando a majestade do patrono da Independência.

PEDRO CALMON Presidente do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dom Luiz deve refazer visita de Dom Pedro II

Segundo o Jornal Tribuna da Praia (Pirambu - SE) e a Associação Causa Imperial, Dom Luiz de Orleans e Bragança, visitará a cidade de Propriá em comemoração aos 150 anos da passagem do Imperador Dom Pedro II às Províncias do norte.


Em 1859, Dom Pedro II esteve em intensa visitação nesta importante área do país, e Dom Luiz, Herdeiro do Trono Imperial, repetirá algumas rotas percorridas por seu antepassado.

O Jornal Tribuna da Praia, importante meio de comunicação de Sergipe, está em comemoração pela data e está durante este período, divulgando fatos históricos sobre a visita de Dom Pedro II e irá cobrir a passagem do Príncipe por lá.

Transcrevemos, com a gentil concessão do Jornal Tribuna da Praia, um trecho disponível na edição de 23 de setembro de 2009, que relata a passagem do Soberano por Propriá em direção a cidade de Porto Real do Colégio:

A passagem de Dom Pedro II por Porto Real do Colégio

“De Propriá fui a Porto Real do Colégio, onde houve antiga igreja e convento dos jesuítas, que já não existem...” (Dom Pedro II)Por Ronaldo Pereira de Lima ¹ romperlim@bol.com.br

Antes de Colégio se tornar Vila, Pedro II, dirigindo-se a Cachoeira de Paulo Afonso; deu porto nas cidades de Propriá e Porto Real do Colégio. Nesta, o fato ocorreu num domingo de 16 de outubro de 1859.

Os fatos acima mencionados encontram-se registrados pelo próprio imperador no seu diário de viagem, quando esteve na freguesia de Colégio, transcrito por Mata (1989:67):

16 de outubro de 1859
“De Propriá fui a Porto Real do Colégio, onde houve antiga igreja e convento dos jesuítas, que já não existem... apareceram bastante descendentes dos índios, de raça já bastante cruzada (grifo nosso), trazendo alguns cocares de penas com seus arcos e flechas de jaqueta, atirando uma delas por ordem minha duas flechas, das quais acertou uma, num morão assaz largo e a pouca distância (PEDRO II, 1985: 111).

Segundo a tradição, o pajé Manoel Baltazar, tendo este aproximadamente 65 anos, foi quem atirara a flecha por ordem do Imperador.

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¹ LIMA. Ronaldo Pereira de. “Às Margens do Rio Rei”. Aracaju: J. Andrade, 2006. p. 26

Referências Bibliográficas:

MATA, Vera Lúcia Calheiros. A semente da terra. Rio de janeiro, 1989, 360 p. Tese (Doutorado em história dos índios Cariri-xocó em Porto Real do Colégio) – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Data : 23/09/2009


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Agradecemos imensamente ao Jornal Tribuna da Praia, na pessoa do Senhor Claudomir e continuaremos a publicar as atualizações deste jornal.

Visite o site do Jornal Tribuna da Praia, o 1º jornal do interior de Sergipe na internet:
http://www.tribunadapraia.com/

Visite o site da Associação Causa Imperial:
http://www.causaimperial.org.br/.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dona Maria Elisabeth: uma missão

O Jornal do Brasil, em sua versão online, disponibiliza aos leitores uma belíssima reportagem sobre Dona Maria Elisabeth (filha do Príncipe e da Princesa Dom Francisco de Orleans e Bragança, conseqüentemente, sobrinha de Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil). A matéria traz uma entrevista com a Princesa, que é médica e faz parte da ONG Médicos Sem Fronteiras. Nesta oportunidade ressalto a ampla caridade dos membros da Família Imperial do Brasil, de ontem e de hoje. Confira: 


Dom Francisco, Dona Maria Elisabeth e Dona Claudia. (Foto: IDII)

SANGUE BOM

Por Manuela Andreoni 

Durante seis meses, a médica carioca Maria Elisabeth se dividiu entre quatro clínicas para pacientes de HIV em Maputo, capital de Moçambique.

Eram 85 horas de trabalho árduo por semana, vendo e ouvindo histórias de uma população em que 25% das pessoas estão contaminadas pelo vírus da Aids. Ela é uma dos 35 brasileiros que trabalham para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) como expatriados, ou seja, fora do Brasil.

A médica, no entanto, não só representa o país de que vem, mas sua história. Ela não esconde e até parece se orgulhar: tem dez nomes. Anote aí, por favor, e grife os dois últimos: Maria Elisabeth Josepha Angela Rafaela Michaela Gabriela Gonzaga Orleans e Bragança. Tetraneta de Pedro II, aos 27 anos a moça decidiu recuperar o idealismo de seu histórico parente e mergulhar no trabalho social. “É uma desbravadora, como Pedro II foi”, avalia o pai, Francisco Maria José de Orleans e Bragança.

Maria Elisabeth não vai tão longe. Diz que foi a Moçambique como uma trabalhadora humanitária comum.

Tem consciência do peso do seu nome, mas pensa que representa o país tanto quanto seus 34 compatriotas. “Sempre quis ajudar gente carente. E a África parece e sempre me pareceu uma espécie de mundo abandonado. Tinha vontade de fazer a diferença”, esclarece.

“Maria Elisabeth é mais uma boa médica do grupo. Ninguém nem sabia quem ela era quando veio fazer recrutamento”, conta Dominique Delley, recrutador de MSF no Brasil.

A jovem de sangue azul estudou em boas escolas bilíngues; antes de completar o segundo grau, já havia ingressado na faculdade de medicina e, saída de lá, logo se especializou em pediatria. Depois do trabalho em Moçambique, começou a pós-graduação em infectologia para doenças em países tropicais – indicada pelos profissionais do MSF –, que cursa hoje na Antuérpia, onde moram duas irmãs de seu pai.

Maria Elisabeth tem parentes por toda a Europa. Mas nega que seja rica e diz que, sim, verifica extratos bancários com certa frequência.

'A ÁFRICA PARECE UM MUNDO SEM DONO. TINHA VONTADE DE FAZER A DIFERENÇA'

Ela é do ramo imperial de Vassouras, que, ao contrário da parte de Petrópolis, não recebe dinheiro público algum (por ser “dona” da cidade). “O que ela está fazendo não tem nada a ver com ser Orleans e Bragança. Ela é assim”, explica enfática e orgulhosa a mãe, Cláudia Godinho. A princípio, no entanto, ela e o pai de Maria Elisabeth ficaram sobressaltados – “A gente sempre fica apreensiva, né?”, confessa a mãe. “Mas depois que eu mostrei a foto de Maputo, eles viram que a cidade não era tão assustadora assim”, conta a médica, rindo.

O sorriso da moça um tanto comum que costuma fazer piadinhas infames, dessas de riso fácil, só desaparece quando fala com muita seriedade do seu trabalho. E só dele. Nesta entrevista, não quis responder a muitas perguntas sobre a família. Limitou-se a dizer que valoriza muito a sua origem e que os primos são seus melhores amigos. Comparação com antepassados? Só a certeza de que o trabalho além-mar é um aprendizado que volta. “Quando comecei a trabalhar, senti a realidade. As pessoas querem procurar tratamento, mas não conseguem. Poder ajudar é gratificante”. Para a advogada Denise Figueira, amiga da médica há 21 anos, Maria Elisabeth tem o perfil perfeito para esse tipo de missão. Sempre teve. “Ela sempre gostou de viajar, para conhecer culturas e pessoas novas. É uma pessoa simples”.

Mesmo com tal característica, a médica teve que enfrentar a si mesma e a seus antiquíssimos valores. Diz ter voltado outra pessoa e tem certa dificuldade de descrever sua experiência.

Gagueja, olha para o alto e fala com voz calma: “Você começa a questionar o que é a vida e o que é a felicidade. Porque, lá, um pedacinho de terra e uma galinha podem fazer a alegria de alguém”.

Depois da temporada em Maputo, ela diz ter vontade de trabalhar com desnutrição. “Porque é mais emergencial, então você vê o resultado. É difícil trabalhar com HIV. Você chega pensando que vai mudar o mundo, depois acha que não tem jeito. Depois, o tempo mostra o quanto você está fazendo a sua parte”.

Domingo, 20 de Setembro de 2009.
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domingo, 20 de setembro de 2009

Missa e XX Encontro Monárquico no Rio

O XX Encontro Monárquico (12 de setembro de 2009) teve lugar no Hotel Mundo Novo e contou com a presença de muitos monarquistas. Discorreu-se sobre assuntos de interesses históricos, culturais e políticos.







No Domingo, dia 13 de setembro, ocorreu a Missa em homenagem ao Centenário de nascimento de Dom Pedro Henrique (falecido em 1981) e pelo trancurso dos 95 anos de Dona Maria, de jure Imperador e Imperatriz do Brasil.

Cortejo: à frente D. Luiz e D. Bertrand; no lado esquerdo da fotografia: D. Antonio Alberto e D. Pedro Alberto (filhos de D. Alberto), D. Fernando, D. Alberto, D. Rafael; ao fundo: D. Gabriel (filho de D. Pedro de Alcântara); no lado direito: D. Antonio João e D. Maria Gabriela. Foto: Mário Sérgio.


Público presente na Missa na Antiga Sé Catedral, no Rio de Janeiro. Foto: Mário Sérgio.


Dom Rafael, Dona Maria Gabriela, Dom Antonio, Dom Bertrand e Dom Luiz, juntamente com grupo de religiosos da Santa Missa. Foto: Mário Sérgio.



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Agradecemos Mário Sérgio (Presidente da FMB), Rafael Cruz e demais amigos que mandaram informações e imagens.

Um gaúcho postiço...

Comemora-se no dia 20 de setembro, no Rio Grande do Sul, a Revolução Farroupilha.

Dispomos aqui uma foto de um ilustre gaúcho "postiço":




A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, foi uma guerra que abrangeu o Rio Grande do Sul e uma pequena parte de Santa Catarina. Iniciada em 1835, na menoridade de Dom Pedro II (Dom Pedro I havia abdicado a favor de seu filho em 1831), portanto no período da regência, a Revolução Farroupilha só teve fim em 1845. As causas da guerra não são totalmente conhecidas e pairam entre a ideologia e a vaidade.

Em 1º de março de 1845 foi assinada a Paz de Poncho Verde sob coordenação de Luís Alves de Lima e Silva, mais tarde Duque de Caxias. Assegurando a unidade nacional.

Sabe-se que o estancieiro Bento Gonçalves da Silva, grande nome da Revolução, recebeu em dezembro de 1845 a visita de Dom Pedro II. Bento morreu dois anos depois.
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Imagem 1: Dom Pedro II em trajes de gáucho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Casam-se Dona Isabel e o Conde Alexander

Os Auspícios de um Matrimônio




O mês de outubro (16) do ano de 2009 vai ser especial para os brasileiros, que receberão precisamente na Cidade do Rio de Janeiro, os eventos festivos do consorcio matrimonial de Sua Alteza Real a Senhora Dona Isabel Maria Eleonora de Orleans e Bragança e Baere de Araújo, Princesa de Orleans e Bragança, com o Conde Principesco de Stolberg-Stolberg, Sua Alteza Ilustríssima o Senhor Alexander Heinrich Martin Christoph Antonius Franziskus Xaverius Benedictus Hubertus Maria zu Stolberg und Florin de Duikinberg.



A Princesa Dona Isabel é filha de Dom Fernando Diniz, 6º filho e 5º varão de Dom Pedro Henrique, de jure Dom Pedro III do Brasil, sendo de tal forma sobrinha de Dom Luiz, de jure Dom Luiz I do Brasil, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil. O pai da princesa renunciou a seus direitos ao Trono do Império do Brasil em 24 de fevereiro de 1975 para se casar com a mãe de Dona Isabel, a Senhora Dona Maria da Graça de Siqueira Carvalho Baére de Araújo, que foi titulada como Sua Alteza Real a Princesa Dona Maria da Graça de Orleans e Bragança.


No esmero em que foi educada, Dona Isabel se formou em psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e logo se Pós-Graduou na área, trabalhando numa famosa empresa de gases no Rio, porem, alçou novos rumos trabalhando, hoje, no sistema bancário belga, precisamente na cidade de Bruxelas. Sempre engajada nas questões familiares, a Princesa Dona Isabel desde sempre aprendeu a admirar sua avó, a quem tem como exemplo vivo de dignidade e de respeito, a Senhora Dona Maria da Baviera. Crescendo assim como sua homônima, a Redentora, aprendendo a respeitar as diversidades brasileiras dando voz as questões do negro, sendo Sua Alteza Real rotineiramente encontrada nas missas e eventos variados da Imperial Irmandade dos Homens Pretos e em quaisquer compilações de cunho cultural.


Já o Conde Principesco de Stloberg-Stolberg o Senhor Alexander Stolberg nasceu em Frankfurt e graduou-se em economia na Universidade Sueca de São Galo, logo obteve o grau de Mestre na Gestão de Bancos e hoje dirige uma empresa de investimentos. Sendo o futuro marido de Dona Isabel, filho de Sua Alteza Ilustríssima o Conde Senhor Josef Emanuel Franz de Stolberg-Stolberg e de Sua Alteza Ilustríssima a Condessa Senhora Franz, nascida Jacqueline de Florin de Duikinberg, da não-titulada nobreza belga, recebeu o Conde, educação legítima de seu nível, honrando a Casa que representa cujo primeiro ancestral é tido como Heinrich de Stolberg, Conde proveniente de Voigtstedt, em 1200. Sendo atualmente os Condes pertencentes ao Reino da Saxônia. O Chefe da Casa de Stolberg é Sua Alteza Sereníssima o Conde Senhor Jost-Christian casado com Sua Alteza Sereníssima a Condessa Senhora Sylvianne Janssens van der Maelen.


O casamento se dará na Igreja da Imperial Irmandade da Nossa Senhora da Gloria do Outeiro e será comemorado como manda a tradição. Sua Alteza Real Dom Fernando Diniz fez questão de publicar a notícia em um meio de credibilidade inabalável, o Instituto Cultural Dona Isabel I.


O enlace representa a todos os monarquistas e aos brasileiros um evento de grande valor, assegurando a retomada dos valores e trazendo as voltas novamente o emocionante e emblemático casamento entre a realeza. Que pela alegria do destino firme-se um enlace de valores mútuos e guiados pelos princípios familiares.




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Texto próprio baseado em informações do Instituto Cultural Dona Isabel I.
http://www.idisabel.org.br/portugues/noticias_2008_10_22.html

Imagem: Dona Isabel e o Conde Alexander em 2008 (Paris). Arquivo digital pessoal.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pronunciamento do Chefe da Casa Imperial




O BRASIL, 2009: para onde vamos?




O transcurso recente do 7 de setembro e das comemorações da Semana da Pátria conduzem minhas reflexões para um dos mais importantes marcos de nossa História. Ao fazê-lo tenho em mente todos os brasileiros que, independentemente de seu credo político e de sua simpatia ou não pelo regime monárquico, de coração sincero buscam o bem do Brasil e se preocupam com seu destino.


O grande talento de Pedro Américo soube registrar para a posteridade o momento em que, às margens do Ipiranga, Dom Pedro I consumou nossa Independência.


O conjunto da cena pintada pelo eminente artista, o movimento que anima os diversos personagens, o colorido de toda a tela, transmitem-nos a relevância do momento e as promessas que pairavam sobre a nação que ali se firmava.


Esse momento histórico não esteve envolto nos estertores revolucionários que caracterizaram outros processos independentistas, nem pode ser visto como um momento de ruptura com nosso passado.


A Independência do Brasil, ainda que marcada mais proximamente por certas influências políticas controversas, foi, a bem dizer, o culminar de um longo processo de emancipação, conduzido com sabedoria por nossos monarcas, sem um planejamento dirigista, mas ao sabor das circunstâncias históricas.


Processo esse que, acelerado pelas guerras e revoluções que abalaram o Continente europeu, teve na transferência de D. João, Príncipe Regente e da Corte portuguesa para nossa terra, um momento decisivo para a definição da nacionalidade.


O Brasil independente que surgiu a 7 de setembro de 1822 era, pois, a continuação desse germinar social, cultural, político e econômico, iniciado mais de três séculos antes, fruto da operosidade e da fé da nação lusa.


A permanência da própria Dinastia, sua não derrocada ou substituição violenta, foram disso prova e, ao mesmo tempo, fator de estabilidade.


Um dos legados mais preciosos desse processo histórico foi, por certo, nossa integridade territorial e nossa unidade social, em um tão vasto e tão diversificado território.


O Brasil tornou-se um Império, mas jamais almejou a dominação das nações vizinhas. Pelo contrário, procurou sempre manter com elas relações fraternas e até em suas disputas diplomáticas soube agir com dignidade, com altivez, com senso de justiça e com habilidade, jamais com agressividade ou prepotência.


Se em determinada altura se envolveu em um conflito bélico, de consideráveis proporções, não foi a ele movido pelo desejo da conquista ou da dominação, mas para repelir a agressão injusta.


Aliás, o Brasil - onde um frutífero e vasto processo de miscigenação, entre portugueses, indígenas e negros, havia plasmado um povo com características únicas - soube aqui acolher gentes provenientes das mais variadas regiões do mundo. Europeus de todas as latitudes e origens étnicas, até orientais das mais remotas paragens, muitas vezes fustigados por circunstâncias políticas ou sociais dolorosas, aqui se radicaram e prosperaram, acolhidos com benevolência, sob a solicitude de nossos Imperadores, usufruindo dessa atmosfera de cordialidade, sem rancores nem tensões, que constitui um dos encantos da convivência brasileira.


Ao celebrarmos a semana da Pátria é, pois, com júbilo que considero tal passado, a tantos títulos inspirador. Mas é também com inegável apreensão que me volto para um presente convulsionado e para um futuro cada vez mais incerto.



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Não é minha intenção debruçar-me aqui sobre os inúmeros desmandos do regime republicano, que estão à vista de todos, e que não fazem senão ressaltar a inorganicidade de um regime político que, pela violência abrupta, veio truncar essa continuidade benéfica. Desmandos esses que levam a opinião pública a não ver na classe política a expressão autêntica do que o Brasil pensa e quer.


Minha atenção é atraída para um processo mais subtil e, entretanto, mais nocivo, que atinge nossa vida pública.


Em um ambiente de aparente normalidade, sem que o Brasil seja alvo de uma agressão militar externa, múltiplos fatores vão contribuindo para corroer no seu âmago esta continuidade histórica, tão intrínseca a nossa vida como Nação independente.


Vozes políticas apelam a uma "refundação" do País, prometendo fazer aos brasileiros - sobretudo aos menos favorecidos - uma justiça que lhes teria sido sistematicamente negada. Para tal fim, jogam na vala comum da História todo o nosso passado, considerado, numa distorção falaciosa, fonte de todos os males que o País atravessa.


Apelando a estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas, ambientalistas e até religiosas, paladinos de ideologias merecidamente sepultadas pela história recente maquiam-nas com novos contornos revolucionários e tentam introduzir na vida do País fatores próprios a desagregar nossa organização político-social.



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Partidários de um verdadeiro e extremado apartheid cultural, desejam confinar nossos irmãos indígenas a uma estagnação deteriorante, negando-lhes as vantagens de um sadio progresso e, sobretudo, os benefícios indizíveis da Verdade revelada, e reclamam para eles imensas extensões de terras, que, a médio ou longo prazo, se tornarão enclaves independentes, de onde, desde já, brasileiros são violenta e arbitrariamente expulsos, como se deu recentemente em Roraima e se anuncia para breve em Mato Grosso do Sul.


Processo idêntico se dá com a chamada "revolução quilombola", pela qual comunidades ou indivíduos que se auto-intitulam remanescentes de quilombos, habilmente manipulados por agitadores, reivindicam para si largas áreas do território nacional, em inteiro desrespeito ao legítimo e estabelecido direito de propriedade.


Aliás, em todo este processo, o legítimo proprietário, sobretudo o rural, que com seu esforço e dedicação tantos benefícios tem trazido ao País, inclusive na mais recente crise econômico-financeira mundial, é o grande vilão a ser perseguido e, se possível, eliminado.


Vai igualmente sendo introduzida no Brasil uma política de classificação de raças, que tenta negar e subverter a identidade nacional, claramente construída sobre a miscigenação, com todos os seus corolários psico-sociais de harmonia e bom entendimento.


Eivado de preconceitos ideológicos, esse multiculturalismo segregacionista tenta impor a política de "discriminação positiva" - com as chamadas cotas raciais - em nome da qual se pretende criar o clima de conflito próprio a dilacerar nossa unidade.


Nossa diplomacia, famosa por seus grandes vultos, pela excelência e discrição de sua atuação, percorre hoje, lamentavelmente, descaminhos perigosos, tão avessos a nossa índole como nação independente.


O Brasil, que naturalmente alcança uma projeção internacional condizente à sua importância, tem optado por alianças e posturas políticas no âmbito externo que podem acarretar graves conseqüências para todos nós.


Em sua política exterior o governo brasileiro tem multiplicado suas alianças e seu apoio a regimes ditatoriais, e utilizado fóruns internacionais para acobertar práticas tirânicas, o que lhe tem valido severas críticas, provenientes dos mais variados quadrantes.


Além disso, no âmbito da América Latina, é cada vez mais aberta e reconhecida a subserviência de nossa política externa a um projeto ideológico do chamado eixo bolivariano, em nome do qual o governo tem abdicado de direitos e aceitado duríssimos golpes aos interesses nacionais. Isso sem falar das estranhas alianças com regimes acobertadores ou até promotores do terrorismo internacional.



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Este elenco não tem a pretensão de ser exaustivo, mas apenas um enunciado dos fatores que considero como graves ameaças a nossa autêntica independência, proclamada por Dom Pedro I, a 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga.


Creio ser dever de todos os brasileiros - e me dirijo, neste momento, com particular solicitude aos que trazem vivas em seus corações as esperanças monárquicas - ter noção clara de tais ameaças, estimular ativamente o debate a respeito das mesmas, evitando assim uma apatia ou um comodismo que poderiam ser fatais, e trabalhar ativamente, sempre dentro dos limites da legalidade, para evitar ao Brasil tais descaminhos.



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Ao encerrar estas reflexões sobre nossa Independência e sobre os riscos que a envolvem, volto meu olhar saudoso e filial para a figura de meu Pai, o Príncipe Dom Pedro Henrique, cujo centenário de nascimento nestes dias comemoramos.


Modelo de príncipe católico, tinha ele a convicção de que uma singular predestinação cercou desde os primeiros instantes nosso querido Brasil, e que nosso progresso teve desde seu início sentido marcadamente missionário.


Era para o ideal dessa trajetória histórica que - sem saudosismos estéreis - convidava a se voltarem os que com ele mantinham contacto ou aqueles a quem dirigia seus escritos, para que nesse passado encontrassem orientação, conselho e roteiro.


Por tal motivo, tinha, pois, meu Pai a entranhada convicção de que à Família Imperial cabia representar um conjunto de tradições e valores morais cuja ação modeladora se exerce de maneira profunda e eficaz na sociedade. E não considerava a restauração monárquica como uma ambição pessoal, de onde pudesse auferir vantagens, mas encarava tal perspectiva como missão perene a cumprir, para a qual estava pronto - e para a qual preparou seus filhos - sempre em vista do bem do Brasil.



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Dom Pedro I, proclamador de nossa independência, houve por bem consagrar nosso País a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nos passos de meu antepassado, é para Ela que me volto, rogando-Lhe que deite sobre o Brasil um olhar de benevolência misericordiosa, e com suas bênçãos assegure ao Brasil a plenitude de sua independência, bem como o cumprimento de sua providencial missão entre as nações.



Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2009



Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
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Essa RÉPÚBLICA...



Apresentamos apenas três facetas da RÉPÚBLICA no Brasil


Temos aí um vídeo do Excelentíssimo Presidente da Répública. Lula, que inicialmente era de esquerda e curiosamente, agora, é de direita (por pura conveniência), é flagrado na demagogia própria de política républicana. Em 2000, Lula criticava o assistencialismo governamental e hoje, é o “pai dos pobres”. Nosso presidente muda de idéia muito rápido. No vídeo chega a dizer que o assistencialismo “serve de moeda de troca na hora do voto”. Essa é a verdadeira face da répública.

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Essa foto horripilante é prova concreta dos conluios da répública, um sistema corrupto e falido.


Olha o que nos aguarda.
BRASILEIRO: DÊ UM GRITO DE BASTA

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Nesse caso, como em muitos outros, as imagens dos fatos, valem muitos mais do que palavras.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Lembrança do Centenário de Dom Pedro Henrique

Extraído do excelente blog Monarquia em Ação, do amigo monarquista Mauro Demarchi.





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domingo, 13 de setembro de 2009

Um dia para relembrar...





Precisamente neste dia, há 100 anos, nascia Dom Pedro Henrique



Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Bourbon, nascido Príncipe do Grão-Pará (de 1909 a 1920), passou a Príncipe Imperial (de 1920 a 1921), e Chefe da Casa Imperial do Brasil a partir de 1921, nasceu no exílio em 13 de setembro de 1909, em Blougne-Billacourt, na França. Batizado com as águas do Chafariz do Largo da Carioca, na capela do Castelo d’Eu, Dom Pedro Henrique, teve como padrinhos sua avó paterna, Dona Isabel, a Redentora e seu avô materno, Dom Alfonso, Conde de Caserta e Chefe da Casa Real de Bourbon Duas-Sicílias.

Como sabemos o Príncipe Dom Pedro Henrique sofreu a ausência do pai, Dom Luiz Maria, desde muito cedo. Dom Luiz morreu em 26 de março de 1920, vitimado de uma grave doença, contraída nas trincheiras da I Guerra Mundial, deixando viúva a jovem Princesa Dona Maria Pia e faltando aos filhos. Então a partir de 1920, Dom Pedro Henrique passou a ser o Príncipe Imperial. Ainda em 1920 o presidente da república, Epitácio Pessoa, revogou a lei de banimento que proibia membros da Família Imperial de pisarem no território brasileiro. Vieram ao Brasil uma comitiva de membros da Família Imperial, excursionados pelo Conde d’Eu. Porem logo voltaram a França onde Dona Isabel havia ficado, já idosa e adoentada. Em 1921, mais uma vez a morte assola a Casa Imperial, desta vez levando Dona Isabel. Por este motivo, Dom Pedro Henrique, que havia recebido educação apropriada por parte da mãe, Dona Maria Pia, da avó Dona Isabel, do avô o conde d’Eu e da Família de sua mãe, além é claro do apoio do Príncipe Dom Pedro de Alcântara, veio a se tornar por direito, Chefe da Casa Imperial do Brasil, apenas com 12 anos de idade.


Mesmo com a lei de banimento revogada a Família Imperial continuou a morar na França, pois já haviam concretizado bens materiais e lá Dom Pedro Henrique adquiriria grau superior em um dos institutos mais respeitados da época: formou-se em Ciências Políticas e Sociais na Sorbonne. Em 1925, numa tentativa de prestar serviços a sua Pátria, o Príncipe pediu ao governo do Brasil, para servir nas forças Armadas, e imediatamente teve seu pedido indeferido. Também na Europa Dom Pedro Henrique casou-se.




Em 19 de agosto de 1937, no Castelo de Nymphenbourg, em Munique, Dom Pedro Henrique casou-se com Dona Marie Elisabeth Françoise Josèphe Thérèse de Wittelsbach und Croÿ-Solre (a quem o blog já, singelamente, homenageou), nascida em Nymphenbourg em 9 de setembro de 1914, Princesa da Baviera, sendo filha primogênita de Francisco de Wittelsbach, Príncipe Real da Baviera e de Isabel de Croÿ, Princesa de Croÿ. Um belíssimo casamento que contou com a presença da realeza, bem como da alta nobreza européia. O sogro de Dom Pedro Henrique aproveitou a celebração para confrontar o regime nazista que vigorava na Alemanha de então. No casamento estavam presentes muitos chefes de Casas Reinantes e diversos Chefes de Estados e os comandantes nazistas não foram convidados.


Casados, Dom Pedro Henrique e Dona Maria viveram inicialmente na França, onde nasceram seus primeiros 5 filhos, e tentaram inutilmente residir no Brasil, porem foram impedidos pelos confrontos da II Guerra Mundial.

A Família só pôde fixar residência no Brasil em 1945. Aqui chegando, Dom Pedro Henrique constatou que não dispunha mais do Laudêmio Imobiliário de Petrópolis, que o ajudaria na fase inicial no Brasil. Sua parte foi “vendida misteriosamente” a Dom Pedro Gastão. De tal forma, Dom Pedro Henrique teve de contar com apoio de monarquistas estabelecidos e que poderiam ajudá-lo no momento. Em sua chegada, primeiramente residiu um curto período no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, logo passou a residir no Bairro do Retiro, Rio de Janeiro. No ano de 1951, o Príncipe adquiriu uma propriedade rural, a Fazenda Santa Maria, em Jacarezinho no interior do Paraná, lá, Dom Pedro Henrique dedicou-se a atividades rurais. Em 1965 a Família volta ao Rio de Janeiro, passando a residir em Vassouras, no Sítio Santa Maria. Aqui, no Brasil, nasceram os outros 7 filhos do casal, que no total são 12: Dom Luiz; atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Eudes, Dom Bertrand; Príncipe Imperial do Brasil, Dona Isabel, Dom Pedro, Dom Fernando, Dom Antonio, Dona Eleonora, Dom Francisco, Dom Alberto, Dona Maria Teresa e Dona Maria Gabriela.


Uma de suas atuações mais memoráveis foi o Partianovismo, uma organização que lutava pela monarquia, nas virtudes morais e éticas.

Em 5 de julho 1981, Dom Pedro Henrique faleceu em Vassouras, lá também está enterrado, no Mausoléu da Família Imperial, o mesmo que recebeu recentemente o corpo do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz, seu neto.


Neste centenário, temos à memória, Dom Pedro Henrique que emanava a mais clara manifestação dos valores cristãos. Um homem que lutou por uma Pátria digna e que desde o momento de sua chegada à nação que deveria servir, encarou seu papel como uma missão. Dom Pedro Henrique descendia dos maiores vultos de nossa história, da história do Brasil. Honrados são seus descendentes, que um dia subirão ao Trono do Brasil.



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2009: ANO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM PEDRO HENRIQUE, CONDESTÁVEL DAS SAUDADES E DA ESPERANÇA.




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Imagem 1: Dom Pedro Henrique, na infância.

Imagem 2: Batizado de Dom Pedro Henrique.

Imagem 3: Dona Pia Maria, Dom Pedro Henrique e Dom Luiz.

Imagem 4: Dom Pedro Henrique, em foto oficial.

Imagem 5 e 6: Casamento de Dom Pedro Henrique e Dona Maria (Alemanha)

Imagem 7: Dom Pedro Henrique e a Família reunida (Brasil).

Imagem 8: Dom Pedro Henrique com a Rosa de Ouro que foi dada a sua Vó, Dona Isabel.

Imagem 9: Sua Alteza Imperial e Real o Senhor Dom Pedro Henrique, Condestável das Saudades e da Esperança.

Missa no Rio



Celebra-se hoje na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Rio de Janeiro, a Santa Missa em homenagem aos 100 anos de nascimento de Sua Alteza Imperial e Real Dom Pedro Henrique, de jure Dom Pedro III do Brasil (falecido em 1981), de igual maneira, celebra-se a mesma missa em ação da graças pelos 95 anos, recém completados, de Dona Maria, de jure Sua Alteza Imperial e Real a Imperatriz Mãe Dona Maria do Brasil.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Monarquia no Brasil: uma visão política

Nas vésperas do XX Encontro Monárquico, postamos um artigo do renomado monarquista Sr. Dr. Carlos Eduardo de Artagão, extraído do Correio Imperial nº 65, de 10 de julho de 2005. O artigo foi assunto da palestra do XI Encontro Monárquico, possuindo especificações únicas, e que apesar de ter sido escrito há alguns anos, ainda se faz muito atual.


Correio Imperial





A MONARQUIA NO BRASIL
UMA VISÃO POLÍTICA




Carlos Eduardo de Artagão




A visão política da monarquia restaurada implica na abertura de uma janela para o futuro.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, por si só amplo e abrangente, propomos um debate onde se agreguem outras idéias e outros conceitos, sempre sob o comando do chefe da nossa Casa Imperial.

O retrato do Brasil, nos dias de hoje, é desalentador.

A república destruiu o País e transformo-o em terra devastada: estradas, não as temos (nem algo que possa ter esse nome); não temos ferrovias; não temos portos nem aeroportos; a saúde pública está totalmente desaparelhada; o ensino não dispõe de verbas e vive o seu pior momento; a segurança pública desapareceu e o Povo está entregue à própria sorte; a previdência social é uma triste farsa; a Justiça está atolada na ineficiência e na morosidade, quando não na iniqüidade; as Forças Armadas estão totalmente desequipadas, operando nos limites de suas possibilidades, sem estimulo e sem remuneração adequada.

Desalentador é o estado das finanças públicas.

Estas – padrão de equilíbrio no Império – estão entregues à sanha de especuladores sibaritas e jogadores. A dívida interna alcança números estratosféricos e para manter-se sob algum controle, paga os juros mais altos do planeta, beneficiando apenas banqueiros e financistas em prejuízo de toda a nação. Vivemos em uma república de agiotas onde juros de 15 a 20 % ao mês são perpetrados e permitidos.

A dívida externa tem origem obscura, provavelmente ilegítima ou ilegal.

Modificações pontuais na legislação em vigor são necessárias e inevitáveis.

Tomemos apenas como exemplo a Segurança Pública: os Códigos Penal e de Processo Penal, bem como a lei de execuções penais, privilegiam apenas o infrator e o criminoso.

É, portanto, indispensável que uma nova legislação seja aprovada, no sentido da proteção da sociedade e não da pessoa do delinqüente e o Governo Imperial se empenhará firmemente nesse sentido.

Chegou o momento das forças vivas da Nação se unirem sob o ideal monarquista para dar um basta ao estado de calamidade que a todos aflige.

Tenhamos, pois, a coragem de assumir as nossas responsabilidades e expor à Nação o nosso pensamento.

A Monarquia é antes de tudo, um Projeto Nacional.

A Casa de Bragança, durante o período colonial, teve para o Brasil a política de mantê-lo unido, não permitindo o seu fracionamento, ao contrário do que viria a acontecer na América Espanhola.

Após a independência, a conservação da unidade nacional foi preocupação constante no Primeiro Reinado, lutando Dom Pedro I contra os diversos movimentos autonomistas que eclodiram.

Na primeira metade do Segundo Reinado, tiveram as forças monarquistas que se haver contra uma verdadeira guerra civil, separatista e republicana. Aludimos aqui à revolução farroupilha.

Vencidos e anistiados os revoltosos, fez-se a paz, mantidas as províncias do sul, sem quebra da unidade nacional.

Pacificado o País, dá inicio o Governo Imperial, ao único projeto de nação que já tivemos.

Sem alarde e sem confronto com as forças da época começamos o nosso projeto de potencia mundial, do qual fazia parte a abolição da escravatura, a modernização do país como um todo e a melhoria constante de suas instituições, projeto esse interrompendo pelo golpe de ’89 e nunca mais retomado.

Desde então, com uma república envergonhada, baseada nas tolices do positivismo e sem qualquer perspectiva de futuro, o Brasil atola-se nas contradições do novo regime.

Passamos de quase potencia mundial a um simples país periférico, dependente da monocultura cafeeira, sem bússola e sem destino.

Assim se passaram mais de 100 anos e até aqui chegamos aos tropeços.

Fiquem certos: o Projeto de Brasil potencia mundial, será corajosamente retomado e implementado pela Monarquia Restaurada.

A restauração da monarquia significa retomar o Brasil o seu destino histórico, iniciado com o descobrimento e interrompido no final do século XIX.

Não há qualquer merecimento intelectual em confrontar o que foi a nossa Monarquia com o regime vigente após 1889. E não há pelo simples fato de que a república instalada pelo golpe de alguns militares foi, na sua origem, uma cópia mal feita e pior executada do regime americano e há mais de 100 anos parasita e entorpece a Nação com sucessivas crises que empobrecem o Povo e desviam o país da sua rota na busca do progresso.

A república foi, e continua sendo, uma usina de crises e desmandos: crises cambiais, crises financeiras, crises econômicas, crises políticas, crises institucionais e, mais que tudo, crises morais.

Criticar a república é inútil e desnecessário – os fatos falam por si e, nós brasileiros, sentimos na pele o mal a que estamos submetidos.

Nesta oportunidade, os monarquistas dirigem-se a todos os brasileiros para propor uma séria reflexão sobre o futuro do Brasil, onde hão-de viver nossos filhos e netos.

Valerá a pena continuar com o atual regime que tanto mal fez e faz à Nação com o empobrecimento de todos, com a imoralidade eleita como atividade pública, com a submissão da vontade nacional a países estrangeiros, com o desemprego avassalador ou, ao reverso, melhor será retomar o caminho que conhecemos, sem aventuras, e que já demonstrou no passado o seu vigor e a sua excelência?

Aqueles que amam o Brasil já têm a sua resposta: sabem que a república é uma fonte de iniqüidades, desmoralização e enfraquecimento nacional.

O retorno à monarquia é uma imposição de sobrevivência.

São princípios basilares da Monarquia o Amor da Pátria, o respeito e o orgulho à sua Tradição histórica e a defesa e proteção da Família.

Com a Monarquia retomará o País o seu nome de origem: Império do Brasil. O monarca será o chefe da nação com o título de Imperador (ou Imperatriz) e, por ocasião da restauração será aquele (ou aquela) que, no ramo brasileiro dos Bragança, detiver a chefia da Casa Imperial.

O Império do Brasil assume a feição parlamentarista bicameral, com uma Câmara dos Deputados e um Senado eleitos pelo voto popular direto e terá como chefe de governo
um primeiro ministro escolhido pelos partidos majoritários, mantidos os direitos de ir e vir, livre credo religioso, nos moldes do século XIX quando as outras religiões foram tratadas com cordialidade e sem qualquer repressão, livre associação política, plena liberdade de imprensa e de expressão científica e artística e habeas corpus, com os partidos já existentes e os que vierem a se constituir conforme a lei eleitoral.

O Império do Brasil será regido por uma Constituição Imperial, jurada pelo Imperador, respeitada a legislação em vigor, enquanto esta perdurar.

A Constituição Imperial será elaborada e votada pela primeira legislatura eleita após a restauração em amplo e livre debate nacional.

Aos três poderes clássicos: executivo, legislativo e judiciário será somado o Poder Moderador, privativo da pessoa do Imperador e só por ele exercido, cujos limites e abrangência serão definidos na constituição.

O Governo Imperial respeitará os legítimos compromissos financeiros contraídos pela república.

Será o Imperador o Chefe da Nação e reinará sobre todo o território nacional, tal como existente.

Não pertencendo o Imperador a nenhum partido político, exercerá o Poder Moderador e a sua função de Chefe da Nação com total imparcialidade e visando sempre o bem comum.

Sendo perene a Nação e transitórios os governos, estarão afetos diretamente ao Imperador, assessorado por suas Casas Civil e Militar e por seu Imperial Conselho, todas as questões de Estado.

Assim: a defesa do território nacional e suas fronteiras, não só quanto à sua soberania, mas também no que respeita à proteção de suas riquezas naturais, as Forças Armadas e a política externa, serão áreas da competência exclusiva do Imperador.

Não teremos, pois, um Imperador meramente ornamental ou protocolar. O Imperador do Brasil estará diuturnamente empenhado nas suas funções de Chefe de Estado, desonerando o Chefe de Governo e seu Gabinete, de tais encargos, permitindo-lhes a melhor administração da Coisa Pública.

Nestas condições, a nomeação e a exoneração dos ministros militares e das Relações Exteriores serão atribuições exclusivas do Imperador.

Será o Imperador o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas com as patentes de Grande Marechal, Grande Almirante e Grande Major Brigadeiro do Ar. Terá o Imperador assento permanente no Estado Maior das Forças Armadas a cujas reuniões presidirá, quando estiver presente, exercendo o voto de desempate, sempre que necessário.

As Forças Armadas, como parte integrante da Nação deverão ser satisfatoriamente remuneradas, deverão ter seus efetivos aumentados e imediatamente reequipadas e modernizadas.

Será, desde logo, extinto o Ministério da Defesa, estranho aos nossos costumes e criado para atender pressões externas e reinstaurados os Ministérios da Marinha, Guerra e Aeronáutica.

O Governo Imperial não reconhecerá qualquer patente obtida por meio de biopirataria, ou seja, nenhuma patente obtida através de material vegetal ou animal subtraído ou contrabandeado do território nacional.

A Monarquia deplora e repudia a divisão do território nacional e a criminosa criação de enclaves, sejam indígenas ou de qualquer outra etnia.

Entende a Monarquia que a Nação é de todos os brasileiros, ou seja, de todos os nascidos no Brasil e considera lesiva aos interesses e Soberania nacionais a criação de territórios destinados a povos ou pessoas.

Assim, fica bem clara a intenção de extinguir todas as reservas ou enclaves criados em verdadeiro crime contra a Nação, entendida esta como instituição perene e indivisível.

Não obstante, não criará o Governo Imperial quaisquer transtornos às comunidades indígenas porque será programa de orientação nacional (e não apenas programa de governo) a proteção extremada das populações autóctones e o respeito aos seus usos e costumes.

O serviço público será total e integramente profissional, comprometendo-se os monarquistas a lutar contra qualquer brecha legislativa que permita a admissão de pessoal sem concurso, já que serão extintos e rigorosamente proibidos os chamados cargos de confiança, responsáveis pelo nepotismo e pela desordem administrativa.

Assim, o servidor público adequadamente remunerado, será admitido por concurso de provas ( e não de títulos ) e terá carreira própria com ampla possibilidade de ascensão conforme a sua capacidade, assiduidade e empenho profissional.

No entanto, nomeações serão permitidas para os cargos de Ministro de Estado, secretário geral de cada ministério, diretoria das empresas estatais, Banco do Brasil, Banco Central, Conselho Imperial, Casas Civil e Militar e eventuais secretarias de comunicação, nomeações essas a serem feitas pelo Imperador e pelo Primeiro Ministro em cada área de sua competência.

Da maior importância, o Conselho Imperial será órgão de assessoria, consultoria e aconselhamento direto da pessoa do Imperador.

Seus componentes, escolhidos pelo Imperador serão recrutados entre aqueles que se destacarem por seus conhecimentos, experiência e virtudes.

Como funcionará o Conselho?

Quantos membros terá?

Serão eles vitalícios ou não?

Se vitalícios, serão demissíveis?

Serão remunerados ou atuarão graciosamente?

Quando e onde se reunirá o Conselho?

Em datas previamente estabelecidas ou quando convocado pelo Imperador? Ou em ambos os casos?

Poderão participar do Conselho estrangeiros residentes no País ou só brasileiros o poderão compor?

A resposta a todas estas perguntas ( e ainda a outras ) só o Imperador a dará, pois só ele terá o poder de organizar o seu Conselho como quiser e como as circunstâncias políticas o indicarem.

A política industrial, a dívida externa, a política energética e a questão previdenciária são preocupações constantes dos monarquistas que sobre as mesmas têm opinião formada que irão expressar quando necessário.

A verdadeira política agrária que incentive o imenso potencial produtivo nacional,será , de imediato implementada.

Serão ainda atribuições do Governo, a Saúde, Educação, Agricultura, Transportes, Obras Públicas, Segurança Interna, Economia, Finanças, Proteção Ambiental, Justiça, Comercio, Indústria, Infra-estrutura, Previdência, Banco do Brasil, Banco Central, Estatais e todas as demais aéreas da competência exclusiva do executivo em cuja política o Imperador não deverá intervir.

Embora ausente das questões político-partidárias será o Imperador o grande advogado do Povo junto ao Governo, agindo sempre em sua defesa e fazendo chegar ao Gabinete as suas críticas aspirações e desejos.

Será o principal instrumento de tais atribuições a Fala do Trono, discurso proferido pelo Imperador na abertura anual dos Trabalhos Legislativos, quando este se dirige às duas Casas Legislativas sublinhando os interesses e as necessidades do Povo e da Nação.

Finalmente, sabem os monarquistas que a restauração não se fará sem traumas. Tentativas de desqualificação e a reação daqueles muitos que se servem das contradições da república ( sem obrigatoriamente ser republicanos ) serão fortemente opostas às nossas idéias. Exatamente por isso, estão os monarquistas prontos para um amplo debate nacional onde se discuta o futuro do Brasil e onde possam demonstrar o valor do ideal monarquista, sonho e anseio de verdadeiros patriotas.


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Publicado com a gentil concessão.


"O Correio Imperial, o mais antigo veículo monárquico do Brasil, é dentre os veículos de divulgação da boa causa monárquica, o pioneiro e o maior da mídia eletrônica. Hoje, pela Internet alcança, principalmente, o Brasil, Portugal e outras terras lusófonas, e também, em escala menor, outros países por todo o mundo. Este crescimento somente tem sido possível com o seu apoio".

Correio Imperial



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aniversário de 95 anos de Dona Maria.

Dona Maria completa 95 anos

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Hoje, dia 9 de setembro de 2009, completa 95 anos de idade a Princesa Dona Maria da Baviera, nossa Imperatriz Mãe de direito. O blog parabeniza nossa grande Imperatriz, que mesmo discretamente, se fez presente na sociedade brasileira, no auxílio à caridade e na promoção dos mais puros valores cristãos.
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Dona Maria com Dom Pedro Henrique, dias após o casamento.
Dona Maria e Dom Pedro Henrique.

Dona Maria e Dom Pedro Henrique no sítio Santa Maria.

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No dia 13 de setembro de 2009, na Antiga Sé Catedral irá ser rezada missa em ação de graças pelo aniversário da Augusta Imperatriz de jure Dona Maria do Brasil e em comemoração aos 100 anos do nascimento de Dom Pedro Henrique , de jure Dom Pedro III do Brasil (in memoriam).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Semana da Pátria VII



A Independência do Brasil


Passados 187 anos de Independência e 119 de república: conseguimos, hoje, ser independentes?

Após o grito do Ipiranga, muito teve que se consolidar para a aceitação do Brasil como nação independente. Um trabalho minucioso, todo ele acompanhado por Dom Pedro I. A nação recém criada necessitava de cultura, sociedade e política próprias. Na verdade, o Brasil necessitava de um sentimento de nacionalidade. Era Dom Pedro, que quando afirmava ser brasileiro, fortalecia este sentimento.


O trabalho de reconhecimento no exterior do Brasil como país, foi recheado de acordos. Assim iniciava-se, mesmo que discretamente, a diplomacia de nosso país. Na política, destacaram-se aqueles que valorosamente souberam lutar pela continuação da nova fase do Brasil e aceitar a Constituição, que serviria de exemplo até mesmo para os Brasileiros de agora. Na cultura nacional desenvolveram-se grandes nomes, como Gonçalves Dias e Castro Alves. Até a abdicação de Dom Pedro I em nome de seu filho, o Imperador trabalhou incansavelmente para tornar o Brasil, não só soberano, mas referência mundial.

Foi no reinado de seu filho, Dom Pedro II, que o Brasil alcançou seus mais prósperos anos. Nesta época desenvolveram-se centros de educação, cultura e de caridade. Dom Pedro II transformou o Brasil num Estado sólido economicamente. Com o único governo estável da América do Sul, o monarca manteve a unidade nacional e fortaleceu a nacionalidade. A imprensa se manifestava de forma livre, mesmo aos republicanos, com velado ódio do Imperador e dos áureos anos do Brasil, era garantida a liberdade de expressão. Alem da Independência, buscada por seu pai e sua mãe, Dom Pedro II, garantiu a Independência pessoal de cada indivíduo, sendo sua filha Dona Isabel, quando governava em seu nome, que deu a Independência aos negros. Criado e educado para ocupar o título que ostentava, Dom Pedro II era o símbolo do Brasil no exterior. “A Soberania ao Soberano”.


No fatídico dia 15 de novembro de 1889, foi proclamada a república no Brasil. Aí, verificou-se o resquício de se tornar o Brasil, outra vez dependente. Um golpe que privou violentamente a população brasileira de escolher entre o regime que lhe era mais favorável. Um golpe que não permitiu a continuação da boa governança Imperial. Um golpe que pela Abolição da Escravatura, assinada pela Princesa Dona Isabel, fez brotar a fúria dos que queriam a injustiça com o negro e buscavam a dependência do cidadão ao Estado e aos políticos. Um golpe sujo, que nos colocou [cidadãos] dependentes do Estado e do governo, sem liberdade alguma!

Os primeiros anos da república foram um caos, praticamente uma ditadura, onde a alta cúpula do governo se digladiava, pois seus apoiadores se “arrependeram” do golpe. Rui Barbosa foi um deles, que depois escreveu poemas sobre o assunto, onde dizia ter vergonha de si próprio. No governo da república tiveram as preferências por grupos sociais, como exemplo a política “café com leite”. Ao invés da dita democracia, que pregavam, instauraram a oligarquia, e suprimiram de todo o país, o direito de eleger seu candidato, como ainda é comum. Logo, vieram as ditaduras, que calaram o Brasil com mordaça e chicote, além das seguidas mortes. Famílias inteiras desgraçadas, num episódio sombrio de nossa história, que ainda não foi desvendado. Quantos morreram por contrariar o governo da república? Quantos não puderam enterrar seu ente querido? Numa censura sem precedentes, que abalou toda estrutura do país. Continuávamos a ser dependentes da república.

Depois, com o retorno da “democracia”, ficamos dependentes do governo novamente, através de uma Constituição assistencialista e controladora, com características “soviéticas em tempos de Guerra Fria”, que desde sua adoção foi capenga, tornando o Estado hipertrofiado.

Hoje, somos dependentes de um governo corrupto e demagogo. Que não cansa de apunhalar a população com golpes de baixo nível. Dependentes de uma política devassa e subversiva, onde freqüentemente há acordos e conluios de origem duvidosa. Ficamos a mercê de um grupo de interesses, seja ele de banqueiros/empresários ou de sindicalistas, representados pelo Presidente de república. Ficamos dependentes de um dirigente sem qualificação para exercer seu trabalho. Ficamos dependentes na segurança, no desemprego, na educação, na qualidade de vida. Ficamos dependentes de um Congresso Federal [em sua grande maioria] despreparado. Ficamos dependentes de tudo novamente, numa dependência interna e não externa.


O valoroso trabalho de Dom Pedro I e mais tarde, de Dom Pedro II e de Dona Isabel, não morreu. Por eles, graças a Deus, podemos ser chamados de Brasileiros.

Chegaremos neste 7 de Setembro e Proclamaremos a Monarquia, e restauremos nossa Independência.




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Imagem 1: A Imperatriz Dona Leopoldina.

Imagem 2: O Imperador Dom Pedro I.

Imagem 3: José Bonifácio.

Imagem 4: Vergonha da política nacional.

ATENÇÃO


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