sábado, 12 de janeiro de 2013

IstoÉ Independente: sensacionalista ou tendenciosa?


Diante da incapacidade de profissionais em trazer matérias interessantes e bem construídas, o sensacionalismo continua a ser uma ferramenta de grande utilização por parte das editoras e dos jornalistas na busca por maior venda.  A revista IstoÉ Independente – que se define com a mais combativa do país – em sua edição 2252, que chegará as bancas no dia 16 de janeiro, traz em suas páginas exemplo típico do uso deste recurso.

A revista traz mais uma matéria tendenciosa, intitulada “Santa Princesa Isabel?”, de João Loes, desta vez atacando a Princesa Dona Isabel e o pedido de início de seu processo de beatificação. Segundo a publicação, a Arquidiocese do Rio de Janeiro está acuada entre grupos de católicos que estão contra e os que estão a favor da beatificação da Princesa, sugerindo inclusive que o Arcebispo Dom Orani está sendo pressionado a resolver a questão. Na verdade, conforme já publicado no Blog Monarquia Já, Dom Orani já se manifestou favoravelmente a respeito da beatificação, quando declarou: “eu recebi com muita alegria o pedido para que nós começássemos a estudar a possibilidade de encaminhamento da beatificação da Princesa Isabel. No Rio de Janeiro nós temos um vigário episcopal para essa área [Vida Consagrada], é o Dom Roberto [Lopes]. A ele entreguei todo esse pedido. Ele está encarregado de levar a diante esse e outros pedidos também… Já consultei o nosso coordenador arquidiocesano, nossos bispos auxiliares para dar prosseguimento. Nós vamos precisar de algumas licenças: de onde ela faleceu, onde está sepultada, para depois pedirmos em Roma e abrirmos um processo. É um primeiro início. Vai haver também um estudo de sua vida, virtudes, para ser levado a diante. Mas com muita alegria tentamos responder a esse pedido que, se quiser a vontade de Deus, será bem encaminhado”,  o que pode ser visto novamente no link http://diasimdiatambem.com/2011/11/18/dom-orani-tempesta-falta-um-milagre-para-a-beatificacao-da-princesa-isabel/.

A Revista Ilustrada, em edição do início do século XX, retrata a Princesa Dona Isabel sendo cultuada pelos negros. A república e os "estóriadores" tentam apagar esta verdade

A partir da história inventada que a república conta sobre Dona Isabel, a revista salienta de maneira incisiva, que somente a Abolição da Escravatura não serve para canoniza-la. IstoÉ Independente, na tentativa de desqualificar as ações de Dona Isabel, afirma que a abolição foi uma consequência da ação de negros cativos e abolicionistas como Joaquim Nabuco e Luiz Gama. Apesar das colocações da revista, a verdade atesta o contrário. Comprovadamente, Dona Isabel era uma abolicionista convicta, como a demostra seu incentivo ao Quilombo do Leblon e o constante patrocínio à causa. Conforme Eduardo Silva, em trabalho realizado para a Fundação Casa de Rui Barbosa, intitulado “As camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura”:  "a Princesa Isabel também protegia fugitivos em Petrópolis. Temos sobre isso o testemunho insuspeito do grande abolicionista André Rebouças, que tudo registrava em sua caderneta implacável. Só assim podemos saber hoje, com dados precisos, que no dia 4 de maio de 1888, “almoçaram no Palácio Imperial 14 africanos fugidos das Fazendas circunvizinhas de Petrópolis”. E mais: todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi montado pela própria Princesa Isabel. André Rebouças sabia de tudo porque estava comprometido com o esquema. O proprietário do Hotel Bragança, onde André Rebouças se hospedava, também estava comprometido até o pescoço, chegando a esconder 30 fugitivos em sua fazenda, nos arredores da cidade. O advogado Marcos Fioravanti era outro envolvido, sendo uma espécie de coordenador geral das fugas. Não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da corte, como Madame Avelar e Cecília, condessa da Estrela, companheiras fiéis de Isabel e também abolicionistas da gema. Às vésperas da Abolição final, conforme anotou Rebouças, já subiam a mais de mil os fugitivos “acolhidos” e “hospedados” sob os auspícios de Dona Isabel".

Ademais, a história nos mostra que em datas comemorativas, a Princesa mandava que escravos fossem alforriados. A revista “Aventuras da História” da editora Abril, de maio de 2008, coloca que em 1885, por ocasião de seu aniversário, muito escravos foram alforriados, recebendo o certificado de liberdade das mãos da Princesa. Em sinal de gratidão, os libertos lhe davam um beijo na mão. Segundo a reportagem: “a relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente”. A camélia passou a ser o símbolo do abolicionismo e José Seixas de Magalhaes, português e idealizador do Quilombo do Leblon, passou a fornecer as flores periodicamente ao Palácio Laranjeiras, residência da Princesa Isabel.

A reportagem assenta-se em colocações de Mary Del Priori, que afirma que “a emancipação foi resultado da luta desesperada dos cativos, de suas rebeliões e do ódio aos seus senhores”, esquecendo-se que foi do movimento abolicionista, bem como da corajosa atitude da Princesa regente, que nasceu efetivamente a liberdade.  Mary Del Priori, na mesma linha de IstoÉ, sensacionalista, lançará, em abril de 2013, seu novo romance. Suas obras se caracterizam pelo baixo teor histórico, falta de fontes fidedignas e pela inexistente imparcialidade da autora, sempre tendenciosa e inventiva. 

O que a reportagem da IstoÉ Independente não menciona, é o fato de que tanto Joaquim Nabuco, monarquista histórico, quanto o advogado Luiz Gama, eram tão abolicionistas quanto Dona Isabel. Estavam no mesmo movimento e comungavam dos mesmos ideais. A favor da Princesa Dona Isabel, para causa de sua beatificação, obviamente, não se deve contar apenas com a assinatura da Lei Aurea. Esta ação foi apenas uma, das muitas que Dona Isabel realizou em favor dos negros. O que deve constar em sua história, sobretudo para comprovação das virtudes heroicas, é sua religiosidade, caridade e o amor ao próximo, a expressão dos seus sentimentos de fé, esperança, caridade, justiça. A riqueza de seus atos, representada na sua fortaleza, mesmo diante de sua característica moderação. A santidade, como é sabido, está muito além das atitudes políticas.

Tanto João Loes, autor da reportagem de IstoÉ Independente, quanto Mary Del Priori, são vítimas de um sistema que há mais de 120 anos vigora no Brasil: a república; que desde seu início substitui os heróis nacionais por criações e ensina nas escolas, através de seus livros didáticos, uma estória repleta de mentiras e difamações. A Princesa Isabel, abolicionista e essencialmente boa, foi substituída por Zumbi dos Palmares, comprovadamente escravagista e opressor. Infelizmente, a cultura de ódio e desprezo que a república plantou contra o Império, continua vigorando para os menos informados.  

Casamento do Arquiduque Christoph da Áustria com Adelaide Drape-Frisch



Nos últimos dias de dezembro de 2012, casou-se na Basílica de Saint-Evpre em Nancy, o Arquiduque Christoph da Áustria com Adelaide Drape-Frisch. Ele é filho do Arquiduque Carl Christian e da Arquiduquesa Marie Astrid da Áustria, nascida Princesa do Luxemburgo. O Arquiduque Christoph é descendente do Rei Dom João VI e primo da Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança, nascida Princesa de Ligne, tanto por seu pai, quanto por sua mãe. Sua mãe passou toda a juventude muito ligada a Dona Christine, participando, com aquela Princesa, de um programa de voluntariado em conjunto com as freiras da Ordem de Santa Cruz que as levou para Índia, onde puderam prestar assistência social a crianças em situação de vulnerabilidade. 

A noiva é filha de um diplomata da Bélgica. Antes do casamento, os pais dos noivos ofereceram um jantar de gala aos convidados. No dia seguinte, compareceram inúmeros membros do Gotha de todo o mundo à cerimônia. A festa foi celebrada na Câmara Municipal de Nancy.

O JANTAR DE GALA

O Grão-Duque Herdeiro do Luxemburgo, e sua esposa a Grã-Duquesa Stéphannie

No jantar, na mesa com o Grão-Duque Henri de Luxemburgo e a Arquiduquesa Marie Astrid da Áustria, vê-se, de perfil, a Princesa Dona Eleonora de Orleans e Bragança, Princesa Titular de Ligne 

O CASAMENTO
 
A Princesa Dona Eleonora e o Príncipe Michel de Ligne. Primos irmãos do pai e da mãe do noivo

No frio europeu, a Princesa brasileira em toda sua elegância




Morando e trabalhando no Brasil, a Princesa Alix de Ligne, na foto acompanhada pelo irmão, o Príncipe Henri de Ligne, foi a Europa para o casamento do primo

A Grã-Duquesa Maria Teresa e o Grão-Duque Henri de Luxemburgo

O Príncipe Nikolas e a Princesa Maria do Liechtenstein acompanhados da Princesa Sibila e do Príncipe Joachim do Luxemburgo

A Arquiduquesa Yolanda da Áustria, nascida Princesa de Ligne, tia do Príncipe Michel e da Princesa Dona Christine 

A irmã do noivo, a Condessa Marie Christine, o pequeno Léopold e o Conde Rudolf de Limburg-Stirum

A cerimônia reuniu mais de 600 convidados

Os Arquiduques pais do noivo

Os noivos

A foto oficial


Fotos: RTL, Pure People e arquivo Blog Monarquia Já

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