sábado, 23 de fevereiro de 2013

Magazine L' Eventail: Christine de Ligne, une princesse belge au Brésil


A revista belga L’ Eventail traz em sua edição de fevereiro, um especial sobre o Brasil. Trata-se de uma apologia a cultura e as tradições, ao sofisticado e ao popular, um potpourri do continente tropical brasileiro.  

Como não poderia faltar, a revista fala também do Império do Brasil. L’Eventail entrevistou a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança, nascida e criada na Bélgica, que se casou com o Príncipe Dom Antonio de Orleans e Bragança. Entre outros assuntos, Sua Alteza explicou à revista como conheceu o Príncipe Dom Antonio: “Nós nos encontramos ocasionalmente em reuniões familiares, porque somos primos pelos Bragança e Baviera. Então, quando meu irmão Michel ficou noivo de Princesa Eleonora, irmã de meu marido, nós nos encontramos com mais frequência, especialmente quando ele estava trabalhando na Europa. De minha parte, eu fui para a América do Sul com um dos meus primos Habsburgo, em meu retorno, Antonio, que havia sido transferido para Erlangen como engenheiro de energia nuclear, logo foi chamado de volta para o Brasil por sua empresa. Ele teve que tomar uma decisão! Éramos de famílias iguais e nós compartilhamos os mesmos valores, então as coisas tomaram o seu curso e ficamos noivos em junho para se casar em setembro. Ele era uma espécie de one-way ticket para o Brasil!”.

As paginas contam ainda detalhes da Pousada do Príncipe, de Dom João Henrique de Orleans e Bragança, destacando as temporadas da realeza e nobreza da Europa na casa dos primos, os Príncipes brasileiros.  
 
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Com a contribuição de Rafael Cruz.  

Declarações de Dom Bertrand à revista Época: “‘Acompanhei presencialmente toda a exumação’, diz tetraneto de Dom Pedro I”

Por revista Época | Erica Kokay  

Dom Bertrand de Orleans e Bragança fala sobre a pesquisa que abriu os caixões e examinou os restos mortais do imperador e de suas mulheres

“Impressionante e fundamental para a História do Brasil”, disse Bertrand de Orleans e Bragança sobre a exumação para estudo dos restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia. Tetraneto do imperador, Dom Bertrand, como é conhecido, acompanhou presencialmente as pesquisas comandadas pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, divulgadas nesta segunda-feira (17) durante a defesa de seu mestrado, na Universidade de São Paulo (USP).

Em entrevista a ÉPOCA, Dom Bertrand afirmou que a família não pensou duas vezes antes de autorizar a abertura dos caixões dos três personagens históricos, assinada oficialmente pelo irmão Dom Luiz, que, dentro da hierarquia ainda seguida pela família, de acordo com as normas dos tempos do Império, é o chefe da Casa Imperial do Brasil (Dom Bertrand é o príncipe imperial). A pesquisadora, amiga da família há anos, alegou que estava preocupada com o estado dos restos mortais. Além de o local ser muito úmido, “inundações já haviam atingido a cripta no Ipiranga, com água chegando praticamente na altura do sarcófago”, afirmou o príncipe.

Parte das curiosidades descobertas pelo estudo foi recebida com surpresa pela família. “O mais impressionante foi o caso de Dona Amélia, em que o corpo estava muito bem conservado: pele, unhas, pelos, supercílios... Nós não sabíamos da mumificação, descobrimos ao abrir o caixão.” Dom Bertrand afirmou que não sabia também sobre a roupa com que a tetravó, Dona Leopoldina, fora enterrada: exatamente a mesma que vestiu na coroação do marido, Dom Pedro I, em 1822. 

Por outro lado, houve uma confirmação do que já era defendido pela família. Valdirene descobriu, com ajuda de análises realizadas no Instituto de Radiologia da USP, que Leopoldina não havia nenhuma fratura nos ossos, contrariando a versão histórica de que a primeira mulher de Dom Pedro I teria sido derrubada pelo marido de uma escada na então residência da família real. “Historiadores inventam versões sem fundamento, e os outros repetem. Nós sempre contestávamos o fato”, disse Dom Bertrand.
A versão, propalada de fato por alguns historiadores, dizia que a imperatriz teria morrido em decorrência da queda, após quebrar o fêmur e sofrer um aborto. “O fato foi descartado pelos cientistas, que realizaram diversos exames de alta qualidade, comprovando que não foi uma suposta violência que a matou”, afirmou. “Ela realmente sofreu um aborto, mas foi em uma época em que Dom Pedro I estava no Rio Grande do Sul. Então não tem nenhuma relação.”

Medalhas, botões e fragmentos de vestes foram recolhidos dos caixões do imperador e de suas mulheres, e devem ser expostos ao público em breve. Segundo Dom Bertrand, os pertences foram confiados pela família ao Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo. A intenção da Secretaria Municipal de Cultura é expor as peças em vitrines blindadas dentro do Monumento à Independência, na capital paulista, mesmo local onde os restos mortais estão depositados.

Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia: um novo olhar sobre a História

A Imperatriz Dona Leopoldina, o Imperador Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Amélia em imagem do Blog Monarquia Já
 

Nos últimos dias, um assunto tem chamado a atenção da população brasileira e até do exterior. A notícia, já conhecida dos monarquistas desde 2010, só agora ganhou o conhecimento do grande público, trata-se, pois, da exumação dos restos mortais do Imperador Dom Pedro I e das Imperatriz Dona Leopoldina e Dona Amélia.  

Com a autorização do Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança, a professora Valdirene do Carmo Ambiel liderou a equipe composta por historiadores, arqueólogos, médicos e físicos, responsável pelas pesquisas dos imperais despojos que embasaram sua tese de doutorado, apresentada no dia 18 de fevereiro no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.   

As pesquisas tiveram maior ênfase em 2012, quando os corpos deixaram a cripta do Monumento do Ipiranga, em São Paulo, onde repousam desde 1972. Um missa, celebrada em latim, marcou o início dos trabalhos e antecedeu a abertura dos ataúdes.  

Exames de grande complexidade, com utilização de tecnologias inovadoras, permitiram trazer novidades à História. A Professora Valdirene conseguiu provar com a pesquisa, por exemplo, que a Imperatriz Dona Leopoldina não morreu vitimada por uma agressão do Imperador Dom Pedro I, seu marido, conforme até então alguns historiadores sustentaram. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, destacou em entrevista ao “Estadão” que “os resultados são muito interessantes porque confirmam aspectos históricos e desmentem outros”, constatando que “ao contrário do que informam os historiadores malévolos, ela não morreu porque recebeu um pontapé do marido. A pesquisa prova que o aborto que sofreu foi espontâneo e a morte dela não foi decorrente de nenhuma violência”. Os corpos de Dom Pedro I e de Dona Leopoldina ainda guardavam parte das vestes, com as quais foram enterrados. O Imperador, na época da sua morte, na qualidade de Duque de Bragança e militar de Portugal, foi enterrado com as ordens honorificas daquele país. A Imperatriz Dona Leopoldina, falecida muito jovem, foi sepultada com os trajes majestáticos de sua coroação, tecidos que se conservam até os dias atuais. A Imperatriz Dona Amélia, falecida em Portugal e transladada para o Brasil, possui o melhor estado de conservação, estando intacta. Os arqueólogos ressaltam que a pele, as unhas, os cílios e até mesmo o cérebro permanecem íntegros.  

A Professora Valdirene, que não esconde sua emoção em liderar esta pesquisa de grande responsabilidade, tem vínculos com o bairro do Ipiranga e sempre se preocupou com a conservação e a manutenção da cripta do Monumento, tendo agora a possibilidade, de com seu belo trabalho, contribuir decisivamente para que a História do Brasil seja melhor contada. A Professora destaca que as pesquisas e as consequentes descobertas formam um presente para a ciência do Brasil, destacando também que outras pesquisas podem ser feitas através deste primeiro trabalho, sendo possível, inclusive, no futuro, reconstituir a face do Imperador e das Imperatrizes. Dionatan S. Cunha, idealizador do “Blog Monarquia Já”, que já conhecia os estudos da Professora Valdirene, afirma a competência com que conduziu as pesquisas: “a Professora Valdirene dedica especial atenção a este projeto, seu profissionalismo se alia ao respeito e a admiração pelo Imperador e pelas Imperatrizes, transformando este trabalho num destacado marco para a História. A Professora e a equipe estão de parabéns, foi um trabalho brilhante”.   

Jornais de todos os Estados do Brasil e da Europa, China e Estados Unidos noticiaram o assunto. As revistas Veja, IstoÉ e Galileu também trazem, nas suas próximas edições, notícias sobre as pesquisas.  O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança também concedeu entrevista a Rádio Globo que pode ser ouvida em http://radioglobo.globoradio.globo.com/manha-da-globo-rj/2013/02/19/ENTREVISTA-EXUMACAO-DE-DPEDRO-I.htm.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Centenário de nascimento de Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança

 
Dona Esperanza de Bourbon Duas-Sicílias e Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança: foto oficial do noivado
 
No dia 19 de fevereiro de 2013, completou-se 100 anos do nascimento de Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança. Nascido na França, era filho do Príncipe Dom Pedro de Alcântara - filho primogênito da Princesa Dona Isabel e do Conde d’Eu - e da Baronesa, depois Condessa tcheca, Dona Elizabeth Dobrzensky de Dobrzenicz. Casou-se em Sevilha, com a Princesa Dona Esperanza de Bourbon Duas-Sicílias, com quem teve 6 filhos.
 
Dom Pedro Gastão ficou conhecido como o "Príncipe de Petrópolis", título este que embora não tenha valor dinástico, foi-lhe atribuído em consideração aos longos anos em que viveu naquela cidade. O jornal Tribuna de Petrópolis, de propriedade do filho de Dom Pedro Gastão, Dom Francisco, fez uma homenagem ao centenário de seu nascimento, que segue abaixo:
 
 
Missa marca centenário de Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança

Além de Dom Pedro Carlos, estavam presentes à solenidade comemorativa promovida pelo Instituto Histórico de Petrópolis -IHP os seguintes membros da Família Imperial - Dom Afonso de Orleans e Bragança, Dona Silvia de Orleans e Bragança, Dom Manuel de Orleans e Bragança, Dom Manuel de Orleans e Bragança (filho), Dona Cristina de Orleans e Bragança, Dom Francisco de Orleans e Bragança, Dona Rita de Orleans e Bragança e Manuela de Orleans e Bragança. A missa presidida por Dom Gregório Paixão e concelebrada pelo padre José Augusto Carneiro, Pe. Jac, pároco da Catedral, e pelo padre Moisés Fragoso, vigário paroquial da Catedral, contou com a presença de diversas personalidades, entre elas o prefeito Rubens Bomtempo e a primeira-dama Luciane Bomtempo, e o diretor-presidente do Diário de Petrópolis, Paulo Antônio Carneiro Dias.
 
A Câmara Municipal foi representada por seu presidente, vereador Paulo Igor, e a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro -Alerj pelo deputado estadual Bernardo Rossi. Em sua homilia, o bispo diocesano ressaltou algumas das qualidades de Dom Pedro Gastão, entre elas o amor à esposa, Dona Esperanza, aos filhos e à Petrópolis. O bispo lembrou que alguns dos gestos de Dom Pedro, como tirar o chapéu quando encontrava uma pessoa, mostravam o respeito que tinha por cada ser humano, frisando que este exemplo deixou para seus herdeiros e para todos que o conheceram.
 
O presidente do Instituto Histórico de Petrópolis IHP, professor Luis Carlos Gomes, abriu a solenidade comemorativa ao centenário de Dom Pedro Gastão ressaltando que “esta noite é toda de Dom Pedro, pois ele é o grande homenageado desta noite”. Entre os muitos comentários feitos pelos participantes da solenidade comemorativa ao centenário de Dom Pedro Gastão está o de Plácido Rocha Miranda, que considerou boa a palestra e a forma natural como Dom Pedro Carlos falou sobre o pai. “Dom Pedro Gastão era uma pessoa simpática, muito popular e conversava sempre com os petropolitanos”, comentou.
 
Além dele, também estavam presentes, entre outras personalidades petropolitanas, o diretor do Museu Imperial, professor Maurício Vicente Ferreira Júnior, Paulo César Guimarães, representante a Faculdade de Medicina de Petrópolis -FMP, o professor Jerônimo Ferreira, representando o reitor da Universidade Católica de Petrópolis -UCP, padre Pedro Paulo, o tenente-coronel Ribeiro Neto, comandante do 32º Batalhão de Infantaria Motorizado de Petrópolis e a esposa, Dona Erika, e o advogado Fernando Costa, membro do Instituto Histórico de Petrópolis e representante da presidência da Academia Brasileira de Poesia Raul de Leoni.
 
Redação Tribuna
 
 
Dom Pedro Gastão também era conhecido por suas polêmicas. Uma delas, talvez a mais desventurosa, foi a tentativa de reaver os direitos dinásticos que nunca teve, ignorando a renúncia que seu pai havia feito em 1908, para se casar com a sua mãe. Seus direitos nunca foram reconhecidos e suas reivindicações eram tidas como infundadas.
 
Dom Pedro Gastão faleceu e foi sepultado em Sevilha, em 2007, onde morou nos últimos anos de vida. Além da missa, uma palestra foi organizada pelo Instituto Histórico de Petrópolis, ocasião em que Dom Pedro Carlos, filho de Dom Gastão, pode falar sobre a vida do “Príncipe de Petrópolis”.   

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