quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Blog Monarquia Já no programa “Confronto Manchete” da Rádio Manchete AM 760

No dia em que o golpe republicano completa 124 anos, o programa “Confronto Manchete”, da Rádio Manchete AM 760, do Rio de Janeiro, promove uma interessante discussão sobre as formas de governo. O Comunicador Diego Souza, que apresenta o programa, entrevista Dionatan S. Cunha, idealizador do Blog Monarquia Já.


O programa “Confronto Manchete” será transmitido dia 15/11, das 12h05 às 13h. Os cariocas poderão ouvi-lo através da sintonia AM 760 e os expectadores dos demais Estados, podem ouvir acessando o site, através do link http://www.radiomanchete.com.br/ ou http://tunein.com/radio/R%C3%A1dio-Manchete-AM-760-s113948/.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dia de São Nuno de Santa Maria

Detalhe da capa do livreto sobre São Nuno de Santa Maria, durante seu processo de beatificação, mandado produzir e distribuir por S.A.R., o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, legítimo descendente do Santo Condestável 


Pesquisar as origens da dinastia dos Bragança se torna difícil quando se sabe que sua criação data da primeira metade do século XV, porem seus membros desde sempre fizeram parte da história portuguesa, sendo eles responsáveis por episódios dos mais importantes daquele lugar. Descritos poeticamente, com linguagem antiga - própria do período, as descrições são deficientes de data e organização dos fatos. Contudo, além de tais descrições, preservam-se os relatos que foram passados por gerações e que hoje podem ser escutados em qualquer casa tradicional de Portugal. Dom Nuno Álvares Pereira, beatificado pelo papa Bento XV, canonizado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, cuja memória e festa litúrgica hoje se celebra (6/11),  é um dos mais famosos lusos - precursor da Dinastia de Bragança - por ser sua filha Dona Beatriz Pereira Alvim, casada com Dom Afonso, 1º Duque de Bragança, 8º Conde de Barcelos e Conde de Ourém, filho do Rei Dom João I de Portugal.

Já diziam há muito tempo os portugueses que a biografia de São Nuno é intransferível à letras dado o que representa para o povo português. Para compreender sua importância é necessário saber sobre sua vida: Dom Nuno Álvares Pereira nasceu no dia 24 de junho de 1360 no castelo de Bomjardim, em Coimbra. Conhecido na corte desde muito cedo, conta-se que obtivera destaque já aos 13 anos de idade como escudeiro. Se sobressaiu na batalha contra os invasores de Castela, numa efetiva participação da construção da nacionalidade portuguesa, na ferrenha luta por garantir o território e livrar as terras em que havia nascido, do domínio castelhano. Quando atingiu a idade de 16 anos desposou Dona Leonor Alvim, uma rica fidalga do Minho, com quem teve uma única filha, a já mencionada Dona Beatriz Pereira Alvim.

Dom Nuno foi armado cavaleiro por Dona Leonor Teles, esposa viúva do Rei Dom Fernando I, que reinou até outubro de 1383. Nesta época, Portugal vivia um período conturbado, justamente pela união de Dom Fernando com Dona Leonor, mulher que muitos consideravam de moral duvidosa e passado enegrecido. Dom Fernando morreu e Dona Leonor tinha o desejo de sagrar-se Rainha de direito, por isso a sucessão desencadeou a revolução de 1385, onde Dom João, meio-irmão de Dom Fernando I, aconselhado por Dom Nuno Álvares Pereira, proclamou-se defensor e governador de Portugal. Já em 1384, ano da invasão castelhana sobre o território de Portugal, o mesmo Dom Nuno Álvares Pereira garantiu com êxito a vitória de sua terra na batalha de Atoleiros, batalha essa que rendeu a aclamação de Dom João ao trono português, com o Rei Dom João I, iniciava-se também a dinastia de Avis. o Rei, então lhe conferiu o título de Condestável do Reino. 

Prova definitiva de que a história portuguesa confunde-se com a do notável Dom Nuno é a  batalha de Aljubarrota, que se deu um ano após a de Atoleiros. Nesta ocasião, Portugal voltou a ser invadida por Castela, que na altura dispunha de efetivo quatro vezes mais numeroso em relação à investida anterior. O Condestável, então tomou frente a seus comandantes, derrotando o povo invasor nesta grande epopéia da história de Portugal. E é através também do Condestável, que a paz de 30 de outubro de 1411, foi assinada com Castela.

Muito reverenciado após suas vitórias e feito Conde de Barcelos, de Ourém e Arraiolos pelo Rei, como recompensa recebeu as terras de Dona Leonor Teles, do Conde de Andeiro e dos senhores que haviam apoiado Castela. É neste período que Dom Afonso, filho do Rei Dom João I, desposa Dona Beatriz Pereira Alvim, ambos tidos como os primeiros Duques de Bragança e progenitores da Dinastia bragantina. Dom Afonso foi criado em Leiria, por Gomes Martins de Lemos. Quando seu pai foi aclamado Rei de Portugal e iniciou a política expansiva, Dom Afonso foi bom soldado e serviu à Grei. E pelo casamento com Dona Beatriz, recebeu de seu sogro, grandes riquezas.

No ano de 1415, Dom Nuno também participou da luta contra os mouros na tomada de Ceuta, um dos fatos mais marcantes do reinado de Dom João I, pois se tratava da primeira das possessões de Portugal na África. Uma verdadeira luta para glorificar o reino de Sua Majestade, doando-se incondicionalmente as causas que considerou justa e digna de seu suor. 

Debilitado pela morte da esposa e depois da filha, ambas tão amadas por ele, o cavaleiro, o Condestável do Reino, o Nobre, mas principalmente o lutador de muitas batalhas em nome de sua terra, a "terra abençoada de Portucalis", que ajudou a transformar no Reino de Portugal, despediu-se da vida exterior e foi viver na serenidade de sua fé no convento do Carmo, construído sob seu patrocínio. Lá preferia ser chamado apenas de Frei Nuno de Santa Maria, morrendo em Lisboa a 1º de abril de 1431.

Ruínas do Convento do Carmo, construído sob o patrocínio do Santo Condestável
Foto: Arquivo Blog Monarquia Já - Agosto de 2013
  

Deste mesmo Dom Nuno, congregador de muitos poderes, feitos e títulos, nasceram, por assim dizer, os Duque de Cadaval, os Duques de Bragança - Família Real de Portugal e a Família Imperial do Brasil. 

Por fim, diz-se que a história de Portugal não pode, de forma alguma, ser contada sem ser citado o nome de São Nuno de Santa Maria e seus feitos.

ATENÇÃO


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